Salvador Durante seis anos os moradores de Itapetininga, a 562 quilômetros de Salvador, viram o servente de pedreiro Fernando Brito sair para trabalhar e deixar a mulher, Maria de Lurdes, e a filha do casal, Fernanda Miranda Santos, com 3 anos quando começou a ser submetida ao cárcere privado, presas em um galinheiro. E por isso o denunciaram à polícia. "Era para deixá-las longe dos problemas, das maldades dos outros", diz o pai, que está preso.
Tempos atrás a menina já havia sido encaminhada para a Casa de Acolhimento Padre João, mas Fernando, descontente, foi até lá e voltou a prender a menina no galinheiro.
A garota tem problemas de coordenação motora, e, assim como sua mãe, mal sabe se expressar. "Ela não sabe sequer abrir uma torneira. Vai precisar de ajuda profissional e pode ficar internada em uma instituição psiquiátrica", avalia a conselheira Cristiane Oliveira, da Casa de Acolhimento Padre João.







