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Brasília

Mãe foge de hospital com filho que tinha suspeita de perfuração no intestino

Segundo a polícia, ela teria fugido para encobrir maus tratos. Polícia localizou a criança, que foi levada de volta para o hospital

Um menino de dois anos, que estava internado com suspeita de perfuração no intestino, foi retirado na sexta-feira (7) de um hospital público de Brasília pela própria mãe, sem autorização médica. A polícia suspeita que a criança sofria maus tratos, pois, segundo o médico que fez o atendimento, o menino apresentava hematomas no rosto e no abdome.

Na mesma sexta-feira, em uma operação conjunta, as polícias do Distrito Federal e de Goiás resgataram a criança à noite, na cidade de Novo Gama (GO). O menino foi levado de volta para o Hospital de Base, no centro de Brasília, que não informou o estado de saúde do paciente.

Segundo o cirurgião pediatra Rodrigo Miranda, que prestou o atendimento, o menino estava com a barriga dilatada, um sinal de que o intestino poderia estar perfurado. "Era uma criança politraumatizada na face e no abdome, o que caracteriza que ele necessita de cuidado, de estar em um hospital para ser cuidado. Só essa saída representa já um grande problema. Isso é um risco iminente de morte", afirmou o pediatra.

Segundo a polícia, o menino teria sido levado à tarde para o Hospital do Gama (DF), de onde foi transferido para o Hospital de Base. Foi lá que, após o atendimento inicial, a mãe, de 19 anos, teria levado o filho enquanto as enfermeiras atendiam outros pacientes.

O pediatra Rodrigo Miranda disse que orientou a mãe sobre os riscos que o menino corria. Ele contou ainda que negou a possibilidade de a criança receber alta para ser tratada em casa.

Resgate

Assim que os médicos observaram a ausência do menino, a polícia foi acionada. Por volta das 22h, os agentes localizaram a criança e a levaram de helicóptero de volta para o hospital.

"A criança estava deitada no sofá, com a respiração bastante ofegante. Verificamos também que ela estava com o corpo bastante lesionado. Diante dessa situação, perguntamos para a mãe o que tinha acontecido e ela informou que a criança tinha caído dentro de um balanço, mas investigamos, e verificamos que, pela gravidade das lesões, a versão da mãe não tem muito respaldo", contou o delegado que atendeu o caso.

"Já tive a confirmação do médico que fez o atendimento. Essa criança foi agredida e não foi pouco não, ela foi brutalmente agredida. A própria mãe arbitrariamente subtraiu essa criança, então ela vai responder por isso, porque ela botou essa criança com risco de vida, deixou essa criança suscetível a vir a óbito", acrescentou um policial que investiga a ocorrência.

A polícia suspeita que a mãe tenha fugido para tentar encobrir maus tratos. Ela vai responder em liberdade pelo crime de periclitação da vida e pode pegar de três meses a um ano de prisão.

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