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Arlene Graf conta que tentou acessar seu perfil no Twitter na quinta-feira (6) à noite e foi surpreendida com a mensagem de que a conta havia sido suspensa.
Arlene Graf conta que tentou acessar seu perfil no Twitter na quinta-feira (6) à noite e foi surpreendida com a mensagem de que a conta havia sido suspensa.| Foto: Reprodução / Twitter

O Twitter suspendeu a conta de Arlene Ferrari Graf, uma mãe que perdeu o filho de 28 anos dias depois de o rapaz ter recebido uma dose da vacina AstraZeneca. Arlene usava o perfil na rede social para contar sua história e pedir esclarecimentos sobre a morte do filho, que não tinha histórico de problemas de saúde, mas faleceu depois de ter um AVC decorrente de uma trombocitopenia trombótica imune. Segundo Arlene, os próprios médicos que atenderam o rapaz mencionaram que o problema pode estar relacionado com a vacina contra Covid-19, que o rapaz tinha recebido alguns dias antes de ter o AVC. A mãe também entrou com uma representação no Ministério Público de Blumenau (SC) para pedir a abertura de um inquérito civil público para avaliar a atuação das secretarias Municipal e Estadual de Saúde durante a pandemia de Covid-19.

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Ela conta que tentou acessar seu perfil no Twitter na quinta-feira (6) à noite e foi surpreendida com a mensagem de que a conta havia sido suspensa. Segundo ela, o Twitter não enviou nenhuma justificativa sobre os motivos pelos quais a conta havia sido suspensa. Na manhã desta sexta-feira (7), o número de seguidores do perfil também foi zerado. Ela tinha quase 30 mil seguidores. Arlene até tentou fazer outra conta na rede social, mas minutos depois de ter sido criada, a conta foi suspensa também. “Nem sei o que fazer agora. Estou muito chateada. Sempre tomei muito cuidado com minhas postagens. Ultimamente fazia apenas um post por dia justamente porque tinha medo de perder minha conta”, diz Arlene.

Além do Twitter, ela conta que tem tido problemas com outras redes sociais. No Facebook, por exemplo, ela possui dois perfis, e atualmente está bloqueada e não poderá fazer postagens por pelo menos 30 dias. No Instagram, que também pertence ao grupo Meta/Facebook, ela diz que ainda consegue fazer postagens, mas outros usuários não conseguem marcar seus posts. No YouTube, onde abriu um canal há poucos dias, já começou a sofrer sanções, tendo um de seus vídeos  removidos em menos de 24 horas, quando já tinha mais de 2 mil visualizações.

“Estão me perseguindo. Querem me cansar. Não tenho dúvidas de que seja a esquerda me denunciando. Estão fazendo igual com o Fiúza”, diz Arlene. O jornalista Guilherme Fiuza, colunista da Gazeta do Povo, tem sido alvo nos últimos dias de ataques de milícias digitais, que pedem que sua conta seja suspensa. O jornalista é autor do livro "Fake Brazil: A Epidemia de Falsas Verdades", onde denuncia a indústria dos checadores de fatos e a militância do politicamente correto nas redes sociais.

A Gazeta do Povo procurou a assessoria de imprensa do Twitter no Brasil. Segundo eles, a conta original de Arlene, @arlene_ferrari2, foi suspensa por “por violar a política de informações enganosas de Covid-19”. Mas não foram apontados quais postagens feitas pela conta teriam infringido a regra.

Ainda de acordo com a rede social, a detecção e identificação de contas e postagem que supostamente violam a política da empresa é feita através de “um processo proativo de potenciais violações que engloba equipes internas e parceiros externos, incluindo organizações públicas e privadas em todo o mundo”. O Twitter não especificou quem seriam essas organizações públicas e privadas.

Segundo o texto disponibilizado pelo Twitter, usuários não podem “usar os serviços do Twitter para compartilhar informações falsas ou enganosas sobre a Covid-19 que possam causar danos”. Especificamente sobre as vacinas contra Covid-19, o Twitter considera como “enganosas” afirmações de que as vacinas são perigosas ou que seus efeitos adversos têm sido acobertados e também de que as vacinas são experimentais.

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