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Manifesto

Marcha da maconha reuniu centenas de manifestantes no Centro de Curitiba

Ato pela descriminalização e legalização da droga foi realizado na tarde deste sábado (19), na Boca Maldita. Cerca de 500 pessoas estiveram presentes, segundo estimativa da Polícia Militar

Ato a favor da legalização da maconha reuniu centenas de manifestantes no Centro de Curitiba | Elisa Lopes/Gazeta do Povo
Ato a favor da legalização da maconha reuniu centenas de manifestantes no Centro de Curitiba (Foto: Elisa Lopes/Gazeta do Povo)
Manifesto teve policiamento e apenas um incidente envolvendo dois menores de idade |

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Manifesto teve policiamento e apenas um incidente envolvendo dois menores de idade

Centenas de manifestantes se reuniram na tarde deste sábado (19), no Centro de Curitiba, para um ato a favor da descriminalização e legalização da maconha. Cerca de 500 pessoas estiveram presentes na marcha, segundo estimativa da Polícia Militar que trabalhava no local.

Os participantes se reuniram na Boca Maldita, no calçadão da Rua XV de Novembro, por volta das 14 horas. Às 16h teve início um ato com palavras de ordem e faixas pedindo a legalização da substância. O movimento se dispersou logo em seguida. Segundo o músico Diogo Barreto de Souza, conhecido como Mc’Coruja (CWBomb), a ideia do ato era também mostrar que os participantes não são marginais. "Quem participa da marcha não é marginal. Quem fuma maconha não vai sair por aí matando ou roubando porque fumou", disse.

Segundo informações da Polícia Militar, apenas um incidente foi registrado, logo no início da marcha. Dois menores de idade foram detidos fumando e portando aproximadamente 10g de maconha. Uma senhora que passava pela esquina das ruas Cruz Machado e Voluntários da Pátria viu os rapazes fumando e acionou os policiais. Os menores foram encaminhados à Delegacia do Adolescente.

Manifestação autorizada

Esta é a primeira marcha da maconha realizada após autorização do Supremo Tribunal Federal. Em 2011, os ministros decidiram que a realização da marcha não poderia ser enquadrada na Lei de Tóxico (que criminaliza o ato de induzir ou auxiliar alguém ao uso de drogas). Ao entender dos magistrados, o ato preconiza apenas o direito à livre manifestação.

Em Curitiba, a marcha foi proibida pela Justiça nos últimos três anos. No ano passado, o juiz Pedro Luís Sanson Corat, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, atendeu a uma medida cautelas proposta pelo deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC) e pelo deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), que alegaram que o ato faz apologia ao uso da maconha.

Nos anos anteriores, a medida cautelar foi proposta pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

Neste ano, Francischini protocolou na mesma vara um pedido de providências para que os organizadores do ato não utilizassem o mesmo espaço público em que também seria realizada a Marcha para Jesus, realizada também neste sábado. Após um acordo entre as partes, a marcha da maconha teve sua rota alterada. A ideia inicial era seguir em marcha até o Parque Barigui, mas, segundo a decisão da Justiça, a manifestação deveria ser realizada de forma "estática" e, com isso, acabou permanecendo na Boca Maldita.

Outras marchas

Em São Paulo, a marcha da maconha começou por volta das 16h20, na região central da cidade. O horário foi escolhido por ser mundialmente associado ao consumo e a manifestações pró-legalização da droga. Os manifestantes, que se concentravam no vão livre do Masp (Museu de Arte de SP) desde o começo da tarde, interditaram duas faixas da avenida Paulista no sentido Consolação. A marcha seguiria passaria pelas ruas Augusta, Dona Anônia de Queirós, Consolação e Avenida Ipiranga até chegar à Praça da República.

Sob o lema Basta de guerra: por outra política de drogas, a marcha tinha como objetivo reunir ao menos cinco mil pessoas, mesmo número de participantes do evento do ano passado, que terminou em confronto com a polícia. No início da marcha, a Polícia Militar estimava a presença de 1,7 mil pessoas. Os policiais avisaram aos organizadores, no início do ato, que seriam permitidos cânticos e palavras de ordem, mas não o consumo de maconha durante o protesto.

Neste ano, a marcha paulistana arrecadou R$ 15 mil pela internet, dinheiro que usado na compra de instrumentos de bateria, faixas, rádios de comunicação e material de divulgação. Também foi confeccionado um "bandeirão", que foi estendido na avenida, com a palavra "Legalize".

Manifestações semelhantes já foram realizadas neste ano em cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Além de Curitiba, neste sábado são realizadas marchas em Manaus, Salvador e Petrópolis (RJ).

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