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Ágata 5

Maringá se torna base de operação da Força Aérea para fiscalizar fronteiras

Aeroporto Silvio Name Júnior se tornou ponto de apoio para caças, aviões de transporte e helicópteros da FAB. Aeronaves serão utilizadas para apoio às tropas terrestres, reconhecimento, interceptação aérea, vigilância e busca e salvamento

O exercício envolve cerca de 25 aeronaves, que também vão operar em outros dois municípios do Mato Grosso do Sul e três cidades do Rio Grande do Sul | Divulgação/FAB
O exercício envolve cerca de 25 aeronaves, que também vão operar em outros dois municípios do Mato Grosso do Sul e três cidades do Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/FAB)

O Aeroporto Silvio Name Júnior, em Maringá, se tornou uma das bases da Operação Ágata 5, iniciada pelo Ministério da Defesa na última segunda-feira (6). A ação busca coibir atividades ilegais na região de fronteira do Brasil com a Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

A estrutura do aeroporto de Maringá está sendo utilizada como uma base aérea desdobrada da Força Aérea Brasileira (FAB), sendo ponto de apoio para caças A-29, um avião de transporte C-95 e um helicóptero H-1H. De acordo com assessoria da FAB, estas aeronaves serão utilizadas para apoio às tropas terrestres, reconhecimento, interceptação aérea, vigilância e busca e salvamento.

O exercício envolve cerca de 25 aeronaves, que também vão operar em Campo Grande (MS), Dourados (MS), Canoas (RS), Santa Maria (RS) e Santa Rosa (RS). Além do apoio, a FAB está trabalhando em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na fiscalização de aeroportos, aeronaves, empresas de táxi aéreo e pilotos que atuam nestas regiões.

Operação envolve mais de 10 mil pessoas

Cerca de 10 mil integrantes da Marinha, Exército, Aeronáutica e órgãos de segurança e fiscalização fazem parte da Operação Ágata 5. A ação conjunta visa intensificar a fiscalização ao longo de uma faixa de 150 km de largura e mais de três mil de extensão em área de fronteira. A região de atuação vai do distrito de Acorizal, em Corumbá (MS), até o município do Chuí (RS). No Paraná, perto de mil soldados estão instalados em pontos estratégicos como Guaíra, no oeste do Estado e Barracão, no sudoeste.

O comandante da FAB na Ágata 5, major-brigadeiro do ar José Geraldo Ferreira Malta, considera que a operação vai trazer mais segurança para a região de fronteira. "Nosso objetivo principal é impedir que o espaço aéreo seja utilizado para atividades ilegais como narcotráfico e contrabando" afirmou em entrevista ao site da FAB.

Ainda segundo ele, a Aeronáutica vai ter muita atividade na operação. "Estamos atuando em três frentes: nas ações diretas da FAB contra o crime, no apoio aos demais órgãos governamentais que precisam atuar na região e no apoio à população que vive na região com ações de saúde e culturais" revela.

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