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Maringá

Combate à dengue é intensificado com mais de um mês de antecedência

Nos anos anteriores, as campanhas nacionais, estaduais e municipais eram intensificadas no começo de novembro, próximo ao início do verão. Em 2010, a preocupação chegou antes, como forma de evitar epidemias da doença

A intensificação da campanha de combate à dengue, por conta da chegada do calor, começou nesta semana em Maringá, com mais de um mês de antecedência. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (30), durante reunião do Comitê Municipal de Mobilização contra a Dengue e a Gripe A, pelo secretário da Saúde, Antônio Carlos Nardi. Segundo ele, a antecipação ocorre a reboque da campanha nacional, que começou 45 dias antes, por determinação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "Nos anos anteriores, o trabalho se intensificava no começo de novembro", disse Nardi.

Durante a reunião, Nardi pediu que as cerca de 20 entidades presentes, todas pertencentes aos segmentos empresarial, sindical, educacional, público e religioso, colocassem em prática ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. "Já delegamos essa função, para reduzir as chances de Maringá enfrentar uma epidemia da doença com a chegada do verão", explicou. Neste ano, no qual houve uma epidemia, o município teve 6.346 notificações e 3.658 casos confirmados.

Além das ações já realizadas durante todo o ano, como as visitas domiciliares dos agentes ambientais, os mutirões de eliminação de focos e a aplicação de notificações e multa, Nardi disse que a administração planeja contratar cerca de 40 agentes de vigilância para integrarem 40 das 64 equipes do Programa Saúde da Família (PSF) até janeiro. "Eles fariam um trabalho de conscientização da população, não só contra a dengue, mas também contra o tabagismo, educação sanitária e alimentação e nutrição", afirmou.

As ações que são realizadas no município deverão ser intensificadas nos próximos dias. Durante a reunião do comitê, Nardi revelou que, neste ano, foram mais de 500 mil visitas a domicílios por agentes ambientais, 156 multas aplicadas, 34 multas em andamento e 451 atendimentos feitos a partir do disque-denúncia.

Alto risco

Segundo Nardi, a campanha nacional foi antecipada como forma de tentar reduzir o risco de epidemias em várias regiões do País. O Paraná é considerado um dos cinco estados de maior risco, ao lado de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Desde janeiro, o Paraná somou 38.149 casos confirmados, gerando uma média de 357 casos para cada mil habitantes.

Em Maringá, os dados das últimas três edições do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Lira) apontaram que 50% dos focos estavam em resíduos sólidos, 27,5% em tonéis com água, 7,5% em pneus e 2,5% em caixas d’água.

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