A 2.ª Vara Federal de Maringá deferiu liminar requerida pelo Ministério Público Federal em ação civil pública por improbidade administrativa, e decretou o afastamento imediato de quatro agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O MPF denunciou os réus por concussão (vantagem ilícita obtida mediante exigência ou ameaça de represália por funcionário público)e formação de quadrilha. Dois deles respondem ainda por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Os agentes trabalhavam na PRF de Marialva vindos do Rio de Janeiro.
Os policiais foram denunciados na Corregedoria Regional da PRF em Curitiba. Eles estariam abordando ônibus de passageiros no posto de Marialva e subornado os sacoleiros pedindo os produtos oriundos do Paraguai para que não fosse realizada a fiscalização e a apreensão dos produtos.
A própria PRF iniciou monitoramento dos agentes e fizeram imagens de uma abordagem ocorrida no dia 3 de julho em dois ônibus coletivos. Os policiais envolvidos ficaram com mercadorias e dois deles foram presos em flagrante ao tentarem desembarcá-las no hotel em que estavam hospedados. Foram apreendidos R$ 12.641,93 em mercadorias.
Os agentes utilizaram uma viatura oficial para o transporte dos produtos. Um dos policiais, que ficou no posto, foi preso na sequência. Um outro réu fugiu do flagrante. Os passageiros dos ônibus fizeram o reconhecimento dos envolvidos logo depois das prisões.
A ação civil pública foi ajuizada em 13 de agosto, mas se tornou pública nesta quarta-feira (19), data também do afastamento. Os policiais são Izan Luis Gonçalves, Sandra Maria Nascimento Mello, Vitorino Carriço Neto e Mario Vianna da Silveira Junior, todos acusados de concussão e formação de quadrilha os dois últimos denunciados ainda por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.



