O Ministério Público Federal (MPF) denunciou por formação de quadrilha e crime de concussão (vantagem ilícita obtida mediante exigência ou ameaça de represália por funcionário público) os quatro policiais rodoviários que foram flagrados em julho recebendo suborno no posto de Marialva, na região de Maringá. Os agentes trabalhavam na Polícia Rodoviária Federal (PRF), vindos do Rio de Janeiro. Eles também são alvo de uma ação de improbidade administrativa.
A ação foi ajuizada em 13 de agosto, mas se tornou pública nesta quarta-feira (19). Os policiais são Izan Luis Gonçalves, Sandra Maria Nascimento Mello, Vitorino Carriço Neto e Mario Vianna da Silveira Junior os dois últimos denunciados ainda por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
O flagrante aconteceu na madrugada de 3 de julho, após denúncia anônima feita à Corregedoria da PRF. Os agentes, segundo a denúncia, estavam cobrando suborno de passageiros de ônibus na BR-376 para liberar produtos contrabandeados vindos do Paraguai. Três dos agentes foram detidos em flagrante - a exceção foi Mario Vianna, que fugiu.
A Corregedoria iria instaurar um processo disciplinar interno que pode culminar na demissão dos agentes. Ainda segundo a PRF, o último caso semelhante no Paraná aconteceu em 2003.
Na ação de improbidade, o MPF pede o afastamento dos policiais, o ressarcimento dos danos causados e o pagamento de multa, entre outros itens. A ação foi distribuída para a 2ª Vara Federal de Maringá e recebida pelo juiz Marcos César Romeira Moraes.



