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Jardim Universitário

Laudo conclui que construtora "pulou etapas" na obra que causou interdição de ruas na Zona 7

Local ficou fechado por mais dois meses depois que chuva fez ceder muro de arrimo

Um poste a até um telefone público caíram com o desabamento | Divulgação/Prefeitura de Maringá
Um poste a até um telefone público caíram com o desabamento (Foto: Divulgação/Prefeitura de Maringá)

A Defesa Civil divulgou nesta terça-feira (30) o laudo sobre o desmoronamento ocorrido no Jardim Universitário, em Maringá, e que deixou duas ruas interditadas por cerca de dois meses. O fechamento ocorreu no início de abril, quando o muro de arrimo de uma obra cedeu levando junto um poste, a calçada e até um telefone público. A Defesa Civil concluiu que a construtora teria pulado etapas na execução da obra, e que com isso, o muro de contenção não suportou a chuva. A Construtora Casa Verde não deve ser responsabilizada criminalmente, pois não houve vítimas.

A construtora informou que recebeu o laudo, mas ainda não o analisou, por isso não deve se pronunciar sobre o resultado. Mesmo assim, a empresa deve contratar uma perícia particular, pois os engenheiros responsáveis acreditam que a chuva foi a única responsável pelo ocorrido. De acordo com Ataíde Tambani, proprietário, a demora na liberação da rua também não foi responsabilidade de construtora. "A Defesa Civil demorou 30 dias para permitir que refizéssemos o muro de arrimo e demoramos mais 30 dias para executar", explicou. "Vamos confrontar os dois laudos (o oficial e o particular). Não fizemos estacas para segurar água, fizemos para segurar a terra", explicou Tambani, defendendo que a chuva exagerada que ocasionou o desmoronamento.

Tambani disse também que a construção do Edifício Aquamarine deve ser retomada em alguns dias. "Vamos colocar mais funcionários para recuperar o tempo perdido. Não haverá atraso", concluiu.

O muro de contenção da obra do residencial Aquamarine caiu em 5 de abril, na esquina da Rua Bragança com a Avenida Mário Clapier Urbinati, depois de forte chuva. Apenas depois de quase 70 dias, as vias foram liberadas. Com a interdição, o tráfego dos ônibus coletivos foi alterado e o estacionamento nas vias próximas também ficou proibido. Os moradores e comerciantes passaram por vários transtornos, além da falta de informações. Maria Isabel Pelegrini, proprietária de uma copiadora, reclamou também dos motoqueiros que não respeitavam o bloqueio e passavam de qualquer forma. "Esse dias um motoqueiro quase atropelou meu filho na calçada", disse Maria Isabel.

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