
Uma ação conjunta entre a Polícia Federal (PF), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 22 toneladas de medicamentos produzidos de forma irregular nas cidades de Mandaguari e Maringá, Noroeste do estado. Cinco pessoas foram presas e três laboratórios clandestinos foram fechados. A operação sigilosa começou na quarta-feira (11), em Maringá, e teve continuidade nesta quinta-feira (12), em Mandaguari. Essa é considerada a maior apreensão de medicamentos fitoterápicos irregulares do Brasil.
Os medicamentos, produzidos a base de ervas, não tinham registro na Anvisa e no Ministério da Saúde. Em Mandaguari foram fechados dois laboratórios e dois pontos de venda, que funcionavam com três marcas diferentes: Nutrilight, Nutrivida e Nutriervas. As duas primeiras sem nenhum registro, e a terceira tinha autorização para fabricação de alimentos.
Em Maringá, a fábrica funcionava sob a marca Unilife. A operação fechou um laboratório e um ponto de venda na cidade. No município foram 2 toneladas de medicamentos apreendidos e dois presos. Em Mandaguari foram três presos e 20 toneladas de medicamentos apreendidos.
Os remédios tinham função de antidepressivos, emagrecedores e contra impotência sexual. A polícia precisou de um caminhão para levar a carga para o aterro de Mandaguari, local onde o produto seria inutilizado.
A ação teve início na segunda-feira (9), quando 3,5 mil comprimidos contrabandeados foram apreendidos em Umuarama. A partir daí, a Polícia Federal conseguiu as informações para deflagrar a operação nas duas cidades do Noroeste.








