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Cruzeiro do Oeste

Padre é condenado e sai preso de júri popular

Adelino Gonçalves foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão. Advogado de defesa diz que vai entrar com pedido de habeas-corpus

Acusado de ser o mandante de um duplo homicídio ocorrido em 2001 na cidade de Mariluz, o padre Adelino Gonçalves foi condenado a 18 anos e nove meses de reclusão e ainda teve a prisão preventiva decretada pela juíza de Direito, Josiane Pavelski Borges Fonseca durante a leitura da sentença às 22h30 desta quinta-feira (16) no fórum da comarca de Cruzeiro do Oeste. O padre foi algemado pela Polícia Militar e saiu do tribunal do júri direto para a cadeia. O advogado Miguel Nicolau Junior, que fez a defesa do réu, disse que ainda nesta sexta-feira pretende entrar com pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça do Paraná para que o padre responda ao processo em liberdade, já que a defesa vai recorrer da condenação.

Padre Adelino foi considerado pelos jurados mandante no duplo homicídio que vitimou o vice-prefeito de Mariluz, Ayres Domingues e o presidente do PPS local, Carlos Alberto de Carvalho. O crime aconteceu na noite do dia 28 de fevereiro de 2001. Na época o padre também era prefeito da cidade. Dos outros três réus no processo, um deles Elcio Farias foi condenado a 10 anos, Alexandro Nascimento foi absolvido e José Lucas Gomes, que teria atirado nas vítimas, morreu na cadeia antes do júri.

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