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FLAGRANTE

PRF prende três agentes rodoviários acusados de corrupção na região de Maringá

Prisões aconteceram na madrugada desta sexta (3). Os policiais receberiam mercadorias para liberar passageiros flagrados com contrabando. Um quarto agente que também estava envolvido encontra-se desaparecido

Três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram presos no posto de Marialva, região Noroeste, e um quarto está sendo procurado. Eles são acusados de crime de concussão, pois foram flagrados recebendo suborno para liberar passageiros de ônibus que transportavam contrabando, na madrugada desta sexta-feira (3). A operação foi feita pela própria Corregedoria da PRF no Paraná, que recebeu denúncia da ação dos agentes na terça-feira (30). Os policiais envolvidos são todos do estado do Rio de Janeiro e estavam trabalhando na retomada das rodovias federais no Paraná desde maio.

Entre os agentes detidos, são dois homens e uma mulher. A denúncia partiu de passageiros que haviam sido abordados pelos agentes no início dessa semana. A partir daí a Corregedoria da PRF apurou a situação, concluiu a veracidade das acusações e organizou uma ação de flagrante que foi deflagrada na madrugada desta sexta. De acordo com o inspetor Fabiano Moreno, chefe da comunicação social da PRF, também foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos que serão entregues para a Receita Federal. O crime de concussão é a vantagem ilícita obtida mediante exigência ou ameaça de represália por funcionário público, com pena que varia entre dois e oito anos de prisão, além de multa. Os donos do material, na maioria artigos eletrônicos, poderão responder por descaminho, caso a mercadoria seja avaliada acima de R$10 mil.

"Desde o início da retomada das estradas, essa foi uma situação pontual e não podemos estigmatizar os agentes desse ou daquele estado que têm trabalhado de forma exemplar", disse Moreno. "Mesmo uma situação que expôs a instituição foi tratada com rapidez e agilidade. Isso representa para a sociedade que a PRF não admite desvios de conduta dos agentes de seu quadro de funcionários", concluiu o inspetor, destacando que a ação foi de responsabilidade interna da polícia. Além da pena prevista, a Corregedoria vai instaurar um processo disciplinar interno que pode culminar na demissão dos agentes. Ainda segundo a PRF, O último caso semelhante no Paraná aconteceu em 2003.

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