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Postos da região têm a pior gasolina do estado

Levantamento da ANP mostra que a gasolina vendida em Umuarama e Paranavaí, entre outras, tem alto índice de problemas. Situação de Maringá também preocupa

Os postos de algumas cidades da região Noroeste vendem a pior gasolina do estado. É o que aponta o mais recente estudo de qualidade da Agência Nacional do Petróleo (ANP), divulgado em março. Postos de Umuarama, Paranavaí, Nova Esperança e Guaíra tiveram, entre os municípios do Paraná, a maior quantidade de amostras de gasolina fora do padrão de qualidade exigido pela ANP.

Nessas quatro cidades, a agência examinou, entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, 158 amostras de gasolina, dez das quais (o que equivale a 6,3% do total) estavam fora dos conformes. Os principais problemas foram o índice de destilação e a quantidade de etanol acrescentado ao combustível.

A situação de Maringá, Campo Mourão e Cianorte também preocupa. Os municípios tiveram o terceiro maior índice de irregularidade: 2,8%, logo atrás de Cascavel, Francisco Beltrão e Pato Branco, cujo índice foi de 2,9%.

"Existe uma série de normas da ANP para determinar a composição dos combustíveis, que levam em conta fatores como a quantidade de água e de enxofre. Se algo não está dentro do padrão, é um indício de adulteração, que precisa ser investigado com mais cuidado", explica o professor Mauro Ravagnani, responsável pelo Laboratório de Análise de Combustíveis da Universidade Estadual de Maringá (LAC/UEM), que pretende se conveniar com a ANP para realizar parte dos exames nos postos do estado.

Atualmente, o laboratório presta serviço para 12 postos conveniados de Maringá, por meio do programa Posto Legal. São realizadas visitas semanais, em dias e horários aleatórios. "Há vários tipos de adulteração, como uso de solvente ou água. Isso pode causar problema na queima do combustível. E os estragos, às vezes, só são percebidos depois de um tempo", acrescenta o professor.

Diesel e álcool

Em relação à qualidade do diesel, também examinada pela ANP, Umuarama, Paranavaí, Nova Esperança e Guaíra tiveram o segundo pior desempenho do estado, com problemas em 5,4% das amostras coletadas. O maior volume de irregularidades foi 6,9%, constatado em Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo e Paranaguá.

A exemplo do que aconteceu com a gasolina, Maringá, Campo Mourão e Cianorte foram as cidades com o terceiro pior desempenho no exame do diesel, com índice de irregularidade de 1,5%. O problema central com esse combustível foi o teor inadequado de biodiesel.

Quanto ao álcool, a pior situação foi na região Norte. As cidades de Arapongas, Apucarana e Rolândia tiveram 6,2% das amostras reprovadas. Na sequência vêm Ponta Grossa, Campo Largo, Araucária, Campina Grande Sul e Castro, com índice de 2,6%.

A pesquisa faz parte do Programa Nacional do Monitoramento de Qualidade de Combustíveis (PMQC). Os postos avaliados são selecionados com base em sorteios. A análise das amostras é feita por um laboratório da ANP e de universidades parceiras, entre elas a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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