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Economia

Preços de imóveis em Maringá estão entre os mais caros do Paraná

Os imóveis e terrenos têm preços elevados na terceira maior cidade do estado. Em alguns casos, os valores ultrapassam até mesmo os da capital. O motivo da supervalorização é a falta de terrenos para construção e a especulação de investidores

Novo Centro reflete o aquecimnto do mercado imobiliário em Maringá: Prédios novos, em contrução e fundações para novas obras | Fábio Dias
Novo Centro reflete o aquecimnto do mercado imobiliário em Maringá: Prédios novos, em contrução e fundações para novas obras (Foto: Fábio Dias)
Especialistas imobiliários garanetm que apartamentos em Maringá podem custar entre 20% a 25% a mais do que os imóveis situados em bairros semelhantes de Curitiba |

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Especialistas imobiliários garanetm que apartamentos em Maringá podem custar entre 20% a 25% a mais do que os imóveis situados em bairros semelhantes de Curitiba

Apartamentos mais procurados em Maringá são os de dois ou três quartos na faixa entre R$ 80 mil e R$ 180 mil |

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Apartamentos mais procurados em Maringá são os de dois ou três quartos na faixa entre R$ 80 mil e R$ 180 mil

Quem pretende comprar um imóvel em Maringá deve preparar o bolso para adquirir uma unidade em qualquer bairro da cidade. Casas, terrenos, apartamentos ou salas comerciais estão com o preço para lá de salgado. Com menos de R$ 37 mil não é possível encontrar um terreno de 300 metros quadrados na Cidade Canção. Já em bairros mais afastados de outros municípios como Curitiba, Londrina e Cascavel, é possível adquirir a mesma área com R$ 10 mil. É o que apontou a Secretaria de Planejamento de Maringá, na última reunião que discutiu o Plano Diretor.

Com intuito de baixar os valores do mercado imobiliário, a prefeitura está revendo o Plano Diretor da cidade para liberação das áreas de contenção (sítios e fazendas que estão no perímetro urbano) para criação de novos lotes residenciais. Falta de terrenos e a especulação dos investidores seriam os principais fatores para o alto preço dos imóveis.

A região de Maringá tem o Custo Unitário Básico (CUB) da construção mais barato do estado. O CUB é o principal indicador do setor da construção, que é o resultado do cálculo do custo unitário da obras dividido pela área a ser contruída. O valor do CUB maringaense, em maio, ficou em R$ 763,78. Valor menor do que o de Curitiba (R$ 804,38), Londrina (R$ 800,35) e da região Oeste (R$ 803,13).

Então por que, na hora de comprar uma casa ou apartamento, se paga tão caro em Maringá? A resposta do diretor de economia e estatística do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon), Cláudio Alcalde é simples: "Por causa do valor do terreno." A oferta de áreas não atende à demanda e faz com que os preços disparem. "O preço do terreno é fatalmente incorporado ao custo final da obra e acaba influenciando na alta dos preços" afirma Alcalde.

Segundo o secretário de planejamento, Jurandir Guatassara Boeira e especialistas do ramo imobiliário, isso ocorre por causa da falta de áreas para construção, da especulação do mercado por investidores e da qualidade de vida que a cidade oferece. "Nossa intenção é abrir novas áreas para que o preço desses imóveis caia um pouco. Trata-se de um problema social. Uma pessoa com baixa renda não pode construir. Com R$ 15 mil é possível erguer uma casinha, mas onde? Se o terreno mais barato, com estrada de chão e sem infraestrutura, custa R$ 37 mil", explica Boeira.

O presidente da Central de Negócios Imobiliários, Marco Tadeu Barbosa diz que um apartamento, em Maringá, pode custar 25% a mais do que o mesmo imóvel num bairro de padrões semelhantes, em Curitiba. Segundo ele, os apartamentos mais procurados, na Cidade Canção, são os de dois ou três quartos na faixa entre R$ 80 mil e R$ 180 mil. Kitnetes têm aluguel de quase R$ 800.

Para Barbosa, outro fator que influencia no preço dos imóveis é a organização do município que dispõe de bairros com boa infraestrutura. Maringá se orgulha de ser uma cidade onde não existem favelas. "É uma cidade que nasceu planejada e tem excelente qualidade de vida. É um pólo que oferece empregos, renda em quase todos os setores e tem grande expectativa de crescimento. Tem excelentes atrativos para quem pretende morar ou investir", disse.

O empresário Renato Muçouçah sabe bem disso. Ele comprou quase uma dezena de apartamentos que ainda está na planta. Ele justifica que o investimento em imóveis é seguro, de bom rendimento e que tem lucratividade certa. "Nos últimos anos o imóvel tem dado rendimento muito superior aos investimentos bancários. Se você escolhe bem e compra um apartamento pelo preço de R$ 100 mil, depois de pronto você vende por R$120 mil, no mínimo. São 20% de lucro", garante.

A explosão da construção civil em Maringá vem ocorrendo desde 2006, segundo os especialistas do ramo. Prova disso são as grandes obras que estão sendo erguidas no chamado Novo Centro. Só em 2008 foram construídos 931 mil metros quadrados – 48% a mais do que em 2007, com 629 mil metros quadrados de construção.

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