
Embora já tenha demonstrado alguma resistência aos rituais que devem ser seguidos pelos papas, Francisco terá de usar o papamóvel em suas aparições públicas. Ele ainda estreará o veículo que Bento XVI recebeu pouco antes de renunciar ao papado: um Mercedes-Benz Classe M, adaptado para o transporte do papa.
Ontem, ao se deslocar para a sua primeira missa como pontífice, no Vaticano, Francisco usou a versão 500 do Classe G, veículo ganho pelo João Paulo II e herdado por Bento XVI.
A montadora alemã vem fornecendo veículos para as viagens e aparições oficiais do líder da Igreja Católica há mais de 80 anos. O primeiro Mercedes para um papa foi um Nürburg 460 Pullman, usado por Pio XI em 1930. Na década de 1960, João XXIII recebeu uma Landaulet 300d sob o disfarce de um Cabriolet com transmissão automática.
Paulo VI usou um 600 Pullman Landaulet e depois um SEL 300. João Paulo II usou um Classe G modificado e foi nesse período que o veículo passou a ser chamado de papamóvel.
Os carros podem ser vistos como parte das coleções em exposição, tanto no Vaticano como no Museu da Mercedes-Benz, em Stuttgart.
O papamóvel tem todos os equipamentos de tecnologia das versões normais, segundo a marca. O Classe M que será usado por Francisco teve a cúpula de vidro blindado aumentada, se comparada com a anterior. A lataria também é blindada e o veículo resiste a tiros de grosso calibre, como dos fuzis AK 47 e das metralhadoras de 1,27mm, além de suportar ataques com granadas.
A cor continua sendo o branco diamante. Para facilitar o transporte do veículo em aviões, a MB reduziu a altura total do veículo em alguns centímetros.
Saiba maisAté 1930, os papas só andavam de carruagem
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Na visita que fez a Curitiba em 1980, o papa João Paulo II foi transportado em um Ford Galaxie Landau (foto), ano 1976, ao invés de um Mercedes.
Depois que João Paulo II sofreu um atentado, em 1981, os papamóveis passaram a ser fechados com vidros blindados.
Durante a visita ao Brasil, em maio de 2007, Bento XVI utilizou um Mercedes-Benz ML 430.
João Paulo II não gostava do apelido "papamóvel" dado ao carro do papa. Ele considerava o termo desrespeitoso.
O papamóvel já foi um caminhão. Na década de 80, João Paulo II viajou pela Europa dentro de um Leyland de 24 toneladas.
Para uso pessoal e nos curtos passeios pelo vaticano, os pontífices já utilizaram modelos de outras marcas, como Ford Escort, VW Golf e recentemente o Renault Kangoo elétrico (foto).










