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Tragédia em Londres

Translado das vítimas de incêndio deve demorar mais duas semanas

De acordo com Elza Francisquini, mãe de Dayana, liberação dos corpos depende do laudo que vai apontar causa da morte da filha, previsto para ser concluído em 10 dias

Os destroços: edifício da década de 60 não era considerado seguro | Max Nash/AFP
Os destroços: edifício da década de 60 não era considerado seguro (Foto: Max Nash/AFP)

Os corpos de Dayana Francisquini Cervi, 25 anos, e dos filhos, Felipe, 4, e Thaís, 7, mortos em um incêndio que atingiu em edifício residencial em Londres, há cerca de duas semanas, devem demorar mais duas semanas para chegar ao Brasil. A informação é da mãe de Dayana, Elza Francisquini, que mora em Londres e está acompanhando o processo de remoção dos corpos.

A demora se deve principalmente ao laudo que vai apontar a causa da morte de Dayana, que, segundo autoridades britânicas informaram a Elza, ficará pronto em aproximadamente dez dias. Depois da conclusão do laudo, serão necessários cerca de três dias para que os corpos sejam liberados, para então ser feito o transporte até o Brasil.

Até agora foram concluídos somente os laudos realizados nos corpos de Felipe e Thaís, que apontaram morte por afixia. "É muito difícil ficar esperando o laudo [da Dayana]. Está sendo um sofrimento muito grande para todos nós", diz Elza.

Os corpos serão enterrados em um cemitério de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Elza, o marido(Adão) e o filho (Danilo) devem retornar ao Brasil, para acompanhar o sepultamento. Rafael Cervi, marido de Dayana, continuará morando em Londres.

A família informa que já tem o montante necessário para o translado dos corpos. Nos dias seguintes à tragédia, eles chegaram a divulgar o número de uma conta bancária no Brasil para arrecadar o dinheiro, cujo valor a família não sabe precisar - as estimativas iniciais eram de R$ 45 mil por corpo.

O incêndio

Dayana e os filhos morreram em um incêndio que atingiu o edifício Lakanal House, onde moravam, em Londres. Mesmo com 100 homens e 19 veículos combatendo o fogo, os bombeiros não foram capazes de evitar a morte dos três brasileiros e de mais outras três pessoas, entre elas um bebê de três semanas.

Dayana tinha 26 anos, era natural de Maringá e foi criada em Pinhais. Ela foi para a Inglaterra há seis anos, quando conheceu o marido, Rafael Cervi, catarinense que trabalha como garçom e que estava fora de casa quando aconteceu o incêndio.

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