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Incêndio

Mercado de Porto Alegre não tinha plano de prevenção atualizado

A prefeitura, responsável pelo prédio histórico, afirma que essa documentação estava em tramitação em uma secretaria municipal

Prédio do Mercado Municipal de Porto Alegre é consumido pelas chamas. Bombeiros estão no local | Diori Vasconcelos/Rádio Gaúcha
Prédio do Mercado Municipal de Porto Alegre é consumido pelas chamas. Bombeiros estão no local (Foto: Diori Vasconcelos/Rádio Gaúcha)

O Mercado Público de Porto Alegre, parcialmente destruído pelo fogo na noite ontem, não tinha um Plano de Prevenção e Combate a Incêndio atualizado. A prefeitura, responsável pelo prédio histórico, afirma que essa documentação estava em tramitação em uma secretaria municipal. Após a conclusão do projeto pelo município, o plano precisaria ainda ser homologado pelos bombeiros.

O plano é obrigatório para estabelecimentos comerciais ou industriais e condomínios. É produzido por um engenheiro ou arquiteto e relata de que forma o ambiente cumpre leis de segurança.

O prefeito José Fortunati (PDT) disse que a falta de atualização do documento não significa que o município não tenha tomado medidas de prevenção no Mercado, como recarga de extintores e sinalização. De qualquer forma, afirmou o prefeito, o fogo foi combatido "de fora para dentro" pelos bombeiros, já que no início do incêndio o Mercado estava fechado.

A prefeitura também informou que em abril o local foi totalmente vistoriado pela Brigada Militar, responsável pelo Corpo de Bombeiros no Estado, e que foi dado o aval para o funcionamento.

O incêndio no Mercado Público ocorre com o Rio Grande do Sul ainda sob o impacto da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, que matou 242 pessoas em janeiro. A casa noturna estava com a licença vencida e permanecia na fila de espera de uma vistoria dos bombeiros.

Esse não é o primeiro caso de falta de planos de prevenção de incêndio em locais de grande movimento de Porto Alegre. No fim de 2011, a Justiça interditou a Usina do Gasômetro, um dos principais espaços culturais do Estado, e o Sambódromo por falta do documento. Os dois locais foram reabertos semanas depois.

Curto-CircuítoA jornalistas o prefeito Fortunati disse que recebeu informações de que o incêndio no Mercado "provavelmente" ocorreu devido a um curto-circuito em um restaurante do piso superior. Outra hipótese, disse, é que algum funcionário tenha esquecido ligado algum "utensílio" em um estabelecimento do prédio.

O comandante dos Bombeiros de Porto Alegre, Adriano Krukoski, afirma que encontrou botijões de gás clandestinos em restaurantes do edifício.

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