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Defesa

Militar nega acusação e diz que vai recorrer

O tenente-coronel Antônio Carlos de Pessôa (foto) nega qualquer responsabilidade na morte do cadete Márcio Lapoente, em 1990. Ele lembra que a instrução especial é desenvolvida de uma maneira mais vigorosa, com pressão psicológica e rispidez na forma de tratamento. "Fiz exatamente o que era previsto, não o agredi fisicamente", conta, lembrando que era comum um outro cadete ficar para trás no exercício.

Porém, ele admitiu que foi punido por praticar violência contra inferior, cumprindo pena de três meses de detenção. Segundo Pessôa, não houve lesão. "Havia 300 alunos na instrução, eles não permitiriam que um deles fosse agredido. E no processo, de 40 cadetes que prestaram depoimento no caso, apenas cinco afirmaram que eu havia desferido pontapés contra a vítima. Mas as versões foram contraditórias e a maioria retirou o depoimento", relatou.

O oficial também rechaçou qualquer negligência no socorro ao cadete. "Ele foi atendido às 6h30 e veio a falecer às 14 horas. Ele teve assistência de uma equipe de 12 profissionais de saúde. O que houve foi um diagnóstico preliminar errado, que atestava meningite. Depois, constatou-se que a morte foi por enfarte causado por excesso de calor", argumentou.

O agora capitão do exército, Gérson Rolim da Silva, que era cadete na mesma turma de Lapoente, disse ontem que estava presente na instrução especial em outubro de 90. "Nada de anormal ocorreu em relação à conduta do então tenente Pessôa, não consigo entender como o caso ganhou essa dimensão com falsos testemunhos". (MB)

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