Morreu nesta quinta-feira, aos 81 anos, em Curitiba, o professor e filósofo Ubaldo Puppi. Ele foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), e passou os últimos dez dias internado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Deixa viúva a professora Edy Puppi, três filhos e uma filha, além de netos.
Ex-presidente do Conselho Estadual de Educação, ex-diretor da Biblioteca Pública do Paraná, doutor em Filosofia pela Universidade de Sorbonne, o intelectual formou gerações de brasileiros. Dentre seus discípulos, aparece o professor de Ética da Universidade de Campinas (Unicamp), Roberto Romano, que por vezes veio a Curitiba fazer conferências a pedido de Puppi.
O sepultamento ocorreu no Cemitério Parque Iguaçu, e foi acompanhado por familiares e amigos. Houve missa de corpo presente, celebrada pelo padre Ricardo Hoepers, pároco da Igreja de São Francisco de Paula, que Puppi freqüentava. O sacerdote se disse reconfortado com lições de Puppi. Contou também que o clero de Curitiba, em reunião-retiro naquela quinta-feira, havia concelebrado missa em intenção do falecido.
O pensamento de Ubaldo Puppi teve grande importância na vida da Igreja de Curitiba, particularmente nas décadas de 60 e 70. Um dos trabalhos mais consistentes do filósofo no exame da fé e razão foi a criação do Instituto Ciência e Fé, em 1995 ao lado de outras pessoas, como Newton Freire-Maia, Belmiro Castor, Euclides Scalco, Aroldo Murá Haygert, Luiz Carlos Martins, Antonio Carlos Costa Coelho, Alzeli Bassetti e Eleidi Freire-Maia. A instituição tinha Puppi nos seus quadros de diretores-fundadores. Recentemente, ele deu grande contribuição no instituto, por ocasião do debate científico realizado sobre a questão de células-tronco e os aspectos éticos e morais que envolvem a utilização destas células.







