Os homicídios lideram mais uma vez o ranking de mortes violentas na capital. O Instituto Médico Legal registrou, de sexta-feira até a tarde de ontem, a morte de 17 pessoas. Dentre elas está uma moça de 18 anos, ainda não identificada. Ela foi espancada na madrugada de domingo e seu corpo encontrado queimado próximo à linha do trem, no bairro Osternack.
Outra morte que deve ser investigada é a do advogado Dornélio Pontes, 63 anos. De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, um telefonema anônimo, por volta das 20 horas de sábado, informou que taxistas estariam espancando um homem, na Rua Maestro Carlos Frank, no Boqueirão. Momentos depois, outro telefonema anunciou a morte da vítima.
A família de Pontes revela que o advogado sofria de problemas cardíacos e há um ano fazia tratamento. "Ainda não sabemos o que aconteceu. No IML nos disseram que ele havia sido agredido, mas esperamos o laudo para saber o que exatamente aconteceu", diz a mulher da vítima, Marlene Saldanha.
De acordo com ela, Pontes estava no escritório de um amigo e pegou um táxi para voltar para casa, no Alto Boqueirão. "Depois, só soubemos que ele estava morto", conta. "Ele era uma pessoa brincalhona, atenciosa e que gostava de ajudar todo mundo. Não tinha hora, sempre que um amigo precisava ela ia ajudar", completa.
Pontes era natural de São Paulo e há um ano sofreu um enfarte, fato que o fez se afastar do exercício da advocacia. "Nas horas vagas, gostava de estar ao computador", observa Marlene. Pontes, que foi enterrado no fim da tarde de ontem, no cemitério Padre Pedro Fuss, em Araucária, deixa dois filhos, um de 25 e outra de 20 anos.







