Mais desenvolvidos ou não, países têm períodos de licença-maternidade diversificados. Na Suécia, a mãe conta com 80% do salário, pago integralmente pela seguridade-social pelo período de 16 meses. No Reino Unido, o tempo (de seis meses e meio) é semelhante à nova proposta brasileira e a fatia do salário é de 90%. Bolívia e Índia têm licença de quatro meses, enquanto a Argentina, China e Alemanha são países que possibilitam que a mãe fique afastada do trabalho por menos tempo, apenas três meses.
O professor de Direito Constitucional do programa de Mestrado em Direito da Unibrasil, Marcos Augusto Maliska, salienta que não se pode fazer uma análise apenas pelo tempo destinado pelos países, e que este olhar pode ser considerado "simplista". "O país tem a soberania para decidir quanto tempo de benefício vai conceder. Na Alemanha, apesar do prazo menor, há brechas na lei em que a mãe ou o pai conseguem ficar afastados por até três anos do trabalho. Esse é um exemplo que mostra que não dá para generalizar. As legislações são complexas."



