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Voo 447

Não há sinal de terrorismo no 447, diz ministro francês

Investigações serão realizadas por um organismo jurídico independente. Bernard Kouchner veio ao Brasil apresentar condolências e votos de amizade ao presidente Lula

Ministro das Relações Exteriores da França Bernard Kouchner (esq.) e o ministro brasileiro Celso Amorim falam com jornalistas no Rio de Janeiro | Sergio Moraes / Reuters
Ministro das Relações Exteriores da França Bernard Kouchner (esq.) e o ministro brasileiro Celso Amorim falam com jornalistas no Rio de Janeiro (Foto: Sergio Moraes / Reuters)

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, afirmou em entrevista coletiva que não há evidências de que a causa do acidente com o avião Airbus da Air France tenha sido um ataque terrorista. "É possível. Nenhuma hipótese pode ser afastada, mas não há evidências", afirmou. O ministro ressaltou que o governo francês não está escondendo nenhuma informação e o modelo do avião que desapareceu no Atlântico é seguro, tanto que ele próprio voltará para a França num Airbus.

De acordo com o ministro, as investigações sobre a causa do acidente serão feitas por um organismo jurídico independente que é o responsável pelo inquérito e estarão disponíveis diariamente no site da embaixada da França. O ministro francês afirmou que veio ao Brasil em nome do presidente Nicolas Sarkozy apresentar condolências e votos de amizade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Hoje encontrei o ministro Celso Amorim, o governador Sérgio Cabral e familiares das vítimas e posso dizer que só posso compartilhar essa espécie de desespero. E a resposta a esse desespero é a fraternidade entre esses dois povos", destacou. Indagado sobre a declaração do governo francês de que não há mais possibilidade de serem encontrados sobreviventes, Kouchner respondeu que o presidente Sarkozy disse que há uma possibilidade mínima de encontrar sobrevivente. "Não há anúncio oficial, apenas fala-se em desaparecimento. Na França, só o procurador da República pode anunciar as mortes, e mesmo assim só depois de três meses do desaparecimento. Com muitas evidências em três semanas."

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