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Reportagem especial

Nascentes do Iguaçu resistem à pressão urbana

Principal desafio da Sanepar, que protege a área dos mananciais, é evitar as ocupações irregulares na região, em Piraquara

  • PorViviane Favretto
  • 22/11/2008 21:13
Na área dos mananciais, centenas de nascentes formam pequenos córregos que resultam no Rio Iguaçu | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Na área dos mananciais, centenas de nascentes formam pequenos córregos que resultam no Rio Iguaçu| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Meio Ambiente faz a gestão dos recursos hídricos

No Brasil, a gestão dos recursos hídricos é feita pelo Ministério do Meio Ambiente. Emílio Trevisan, diretor de Recursos Hídricos da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), uma autarquia ligada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, explica que no Paraná existem 16 bacias hidrográficas e que o gerenciamento delas é feito pelo governo, os usuários dos recursos hídricos e a sociedade civil organizada (ONGs e entidades ligadas à administração dos recursos hídricos).

Leia a matéria completa

Bastidores

Antes e durante o primeiro dia da Expedição ao Rio Iguaçu, a equipe teve de adotar alguns cuidados para garantir a segurança. Veja quais foram as principais medidas

  • A repórter Aniele Nascimento espera pelo equipamento fotográfico depois de atravessar um trecho íngreme
  • A Represa do Carvalho foi o primeiro ponto para captação de água, construído em 1905
  • Tom Grando e Ivã Avi observam a exuberância da floresta que protege as nascentes do Rio Iguaçu

As nascentes que vão formar o Rio Iguaçu estão em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. A área dos mananciais é protegida pela Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná. No dia 10 de setembro deste ano foi publicado um decreto que trata da proteção dessa região, principalmente contra as ocupações irregulares. Maria Arlete Rosa, diretora de Meio Ambiente e Ação Social da empresa, explica que a proposta é estabelecer uma área de ocupação bem rígida no entorno dos mananciais. Para ela, é preciso pensar no uso diferenciado porque os vazios urbanos acabam aumentando o risco de ocupação. "É melhor a ocupação de baixa densidade, com uso regular, do que as ocupações irregulares com impacto e sem controle", explica.

Maria Arlete cita, ainda, a preocupação com a recuperação da mata ciliar. Segundo a diretora, a Sanepar mantém 16 viveiros para a produção de mudas destinadas aos mananciais. Ela menciona que também está em discussão a atividade agrícola, que deve ser orgânica ou que não comprometa a qualidade da água dos rios. Essa ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e com a Secretaria de Saúde.

Expedição

Como não existe uma nascente do Rio Iguaçu, mas centenas, a proposta da expedição era percorrer uma delas. Em Piraquara, o local escolhido foi a Represa do Carvalho. Lá está instalado o primeiro ponto para captação de água, que foi construído em 1905. Os 40 quilômetros de tubulação seguem da represa até o Reservatório do Alto São Francisco, no Largo da Ordem, em Curitiba. Este ponto de captação foi usado até 2004 e nos últimos anos atendia somente Piraquara. Os tubos que transportavam a água vieram da Inglaterra, de navio, e foram levados pela Serra do Mar em lombo de animais.

A primeira tentativa da expedição de chegar a uma das nascentes foi frustrada. Depois de identificar um córrego perto da estrada e percorrer aproximadamente 15 minutos por ele, foi constatado que a água vinha por baixo da terra. A solução foi procurar outro riacho. Identificado um novo curso de água, a expedição entrou na mata e acompanhou o rio até onde foi possível, já que em um determinado momento ele passa a correr do meio de algumas rochas que se tornam intransponíveis.

O percurso feito por uma das nascentes do Rio Iguaçu mostrou que os mananciais estão realmente preservados. Em cerca de duas horas de caminhada só o que se vê é a mata fechada, que protege os pequenos rios. A água, que em alguns locais chega na altura do joelho, é muito fria e limpa. Dá para tomar a água sem nenhum receio, garante o biólogo Tom Grando, responsável pela consultoria da expedição ao Rio Iguaçu. Tanto que era essa a água disponível para matar a sede. Só faltaram as carrancas de leão, aquelas que no passado eram usadas nos mananciais da serra como bebedouro para os trabalhadores e visitantes.

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Leia amanhã

O lixo que faz do Rio Iguaçu o segundo mais poluído do país.

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