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Campanha

No Congresso, novos nomes do PSDB iriam brilhar

Geraldo Alckmin vem frisando que seu ministério, caso ganhe a eleição à Presidência da República, não será um "paulistério", como nos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. "Vai ser um brasilério", brincou. Ele pretende dar exemplos para reduzir as distâncias entre São Paulo e outros estados – não só para evitar acusações contra a hegemonia paulista, que irá para o quarto mandato presidencial, ganhe Lula ou Alckmin, mas também para ampliar as condições de investimento e desenvolvimento de outras regiões.

Num primeiro momento, Alckmin vai mirar a ampliação da futura base parlamentar que, se eleito, irá sustentar sua idéia de apresentar, como programa de governo, um "plano de metas" visando a harmonizar o desenvolvimento regional e dos estados.

Essas metas deixam entrever que a ascensão de Alckmin vai provocar uma mudança de nomes e estilos no PSDB e no governo. Se eleito, sua provável fonte de sustentação no Congresso contará com nomes que até agora não pontificavam no universo tucano nacional. O atual governador Marconi Perillo, de Goiás, candidato a senador, deverá se destacar na articulação de um eventual governo Alckmin com o Congresso.

Apesar do esforço para diversificar, em termos de origem regional, sua base parlamentar, Alckmin vai começar a caminhada prestigiando aliados de primeira hora. Discretamente, se esforçará para eleger para a Câmara o seu atual secretário de Habitação, Emanuel Fernandes, ex-prefeito de São José dos Campos e o líder do PSDB na Assembléia Legislativa paulista, Edson Aparecido. Também são nomes prestigiados os deputados federais Júlio Semeghini e Sílvio Torres (ambos do PSDB), e Dimas Ramalho (PPS), além do estadual Arnaldo Jardim (PPS). Todos concorrerão à Câmara dos Deputados.

A campanha terá três coordenações: a do programa de governo, que deve ser tocada pelo atual secretário de Ciência e Tecnologia João Carlos Meireles; a operacional, que ainda não tem nome escolhido; e a de Comunicação, que, segundo aliados de Alckmin, será ocupada pelo jornalista Luiz Gonzalez.

Pessoas próximas ao governador informam que a campanha será "franciscana".

Na preparação do programa de governo, os nomes começam a surgir. Alckmin citou o professor Yoshiaki Nakano, da FGV-SP e ex-secretário de Mário Covas, como sua referência na área econômica, assim como o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros.

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