
A Sanepar deve inaugurar, até o fim do mês, duas obras que darão fôlego ao sistema de abastecimento de água da grande Curitiba até 2015: o Sistema Miringuava, em São José dos Pinhais, e a Barragem Piraquara II. A nova represa aumenta a capacidade de Curitiba para sustentar estiagens, evitando a adoção de procedimentos restritivos, como o corte da distribuição em algumas regiões. E o sistema Miringuava, que será abastecido, por enquanto, pelo Rio Miringuava, tem capacidade de tratamento de 2 mil litros de água por segundo, com sete reservatórios de capacidade superior a 40 milhões de litros.
Estimadas em R$ 210 milhões, as obras devem aumentar em dois meses a capacidade de suportar estiagens da grande Curitiba, além de ampliar a capacidade de abastecimento. Segundo o diretor de investimentos da Sanepar, Heitor Wallace Mello e Silva, o sistema de tratamento ainda não estava sobrecarregado, mas sofria quando a falta de chuva era prolongada.
Atualmente, a Sanepar garante o abastecimento sem qualquer tipo de corte por quatro meses. "Com 30 dias sem chuva, já começamos a utilizar as barragens. Essas obras fazem com que nossa capacidade aumente para seis meses no suporte de uma seca forte, que, na prática, significa 180 dias praticamente sem um pingo de chuva", explica o gerente de obras do Programa de Saneamento Ambiental, Sergio Wippel.
A Barragem Piraquara II e o Sistema Miringuava incrementam o abastecimento de água de Curitiba e da região metropolitana, principalmente nos municípios de São José dos Pinhais, Araucária e Fazenda Rio Grande. "É a garantia de abastecimento de água para a região metropolitana de Curitiba. Nós temos que nos adequar ao crescimento das cidades, tentando sempre nos antecipar à demanda", afirma o presidente da Sanepar, Stênio Jacob. "Temos um planejamento, estimando população e gasto de água, até 2110", completa.
A nova barragem tem 12 km de extensão com uma largura média de 500 metros, contabilizando uma área de 6 km2. A represa supre a principal dificuldade da cidade: "Curitiba está posicionada próxima a vários mananciais de rios. No entanto, a cidade depende do armazenamento de água para dar conta de seu abastecimento", esclarece Wippel.
Segundo os técnicos da companhia, o sistema é integrado, o que facilita o manejo de acordo com as necessidades. Wippel explica que pode-se trazer água de um ponto a outro, em caso de necessidade. "Se uma barragem está mais baixa, utiliza-se outra".
Tarifa
O diretor de investimentos da Sanepar, Heitor Wallace Mello e Silva, avisa que quanto mais a cidade cresce, amplia-se o deslocamento da companhia para garantir o abastecimento de água. No entanto, o presidente Stênio Jacob garante que, por enquanto, o preço da tarifa será mantido. "Nesse momento, não devemos ter nenhum impacto na tarifa. Ainda é possível manter o abastecimento com o valor atual", diz.
Tratamento
A estação de tratamento de água do Miringuava utiliza os métodos convencionais da companhia. Entre os processos, estão a filtragem, armazenagem de cloro, sistema de aplicação e armazenagem de produtos químicos, além da floculação (processo que agrupa as impurezas) e decantação (separação da sujeira e da água). "Aqui são feitos mais de mil testes ao dia para manter a qualidade da água", diz o diretor de operações da Sanepar, Wilson Barion.
- Registro de ocorrência da Polícia Civil cai 50% com greve
- Atacadista de drogas é preso em churrascaria no Rio de Janeiro
- Caminhão com frangos tomba e interdita rodovia por duas horas
- Biarticulado atinge senhora e trânsito fica bloqueado no Centro
- Ex-major argentino acusado de massacre é preso no Rio



