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Segurança

Número de vigilantes tende a superar o de policiais

Qualquer comparação orçamentária que se faça entre segurança pública e privada aponta uma acelerada vantagem desta em relação à primeira. Um dado que demonstra o crescimento do setor privado é a medição per capita da sua mão-de-obra legalmente registrada. Em 2002, havia no Brasil um vigilante para cada 552 habitantes, proporção que baixou para um vigilante a cada grupo de 482 brasileiros. O Brasil fechou 2005 com 382 mil profissionais registrados, cerca de 45% deles com idade entre 30 e 39 anos.

O Paraná tem hoje 17,9 mil vigilantes no mercado formal (sem contar os 35 clandestinos), enquanto o efetivo da segurança pública é de 21 mil integrantes, somadas as polícias Civil e Militar. O aparato estatal ainda leva vantagem, com a proporção de um policial para cada grupo de 476 paranaenses, enquanto na outra ponta há um vigilante para 558 habitantes. Os R$ 496 bilhões de faturamento do setor privado também está bem abaixo dos cerca de R$ 1 bilhão do orçamento do estado para segurança pública.

Os vigilantes nunca terão as mesmas funções e poderes das forças policiais, é claro, mas a segurança privada tem avançado a tal ponto que não tardará a inverter alguns números, tanto nos cofres quanto nas ruas. No Brasil, a região Sul apresentou o segundo maior crescimento acumulado do setor privado entre 2002 e 2005, com 75,6%, atrás da Centro-Oeste, esta com 77,4%. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul empataram com uma média de 7,5% de crescimento no número de vigilantes e igualmente empatados no faturamento, com acréscimo de 13% nos ganhos de 2005 em relação a 2004.

O Brasil segue uma tendência de igualar-se a países como Espanha e Reino Unido. No primeiro, a proporção per capita entre policiais e vigilantes é igual, com um de cada para grupos de 450 habitantes. No segundo já há uma leve vantagem para o setor privado. Na Hungria, o quadro já se inverteu. Ali, há um vigia para 125 pessoas e um policial para 250. Em 2004, a segurança privada faturou em toda a Europa o equivalente a R$ 75 bilhões, sete vezes mais do que o movimento do setor no Brasil no mesmo ano.

Isso tudo somado ainda pouco se comparada à neurose norte-americana quando se fala em segurança. Os Estados Unidos originaram 81% dos US$ 100 bilhões (R$ 220 bilhões no câmbio atual) movimentados pelo mercado mundial de segurança privada, segundo dados de 2004 da Federación Panamericana de Securidad Privada e Federation of European Security Services.

Na publicação "Estudo do setor da segurança privada" (Editora Segmento, São Paulo, 2005), a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) avalia que além dos novos mercados e das novas tecnologias, outros fatores que conduziriam o crescimento global do setor nos próximos anos seriam a maior participação da segurança privada nos serviços qua atualmente estão sob a responsabilidade de órgãos públicos, sua maior regulamentação e a crescente insegurança da população mundial.

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