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Curitiba

Obra de mercado não está paga

Empresas que forneceram materiais para mercado de orgânicos, que será inaugurado hoje, ainda não receberam da prefeitura

Mercado de Orgânicos: novo espaço para venda de produtos funcionará ao lado do Mercado Municipal. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Mercado de Orgânicos: novo espaço para venda de produtos funcionará ao lado do Mercado Municipal. (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

A prefeitura de Curitiba não pagou empresas que forneceram materiais para a construção do Mercado de Orgânicos, que será inaugurado hoje pelo prefeito Beto Richa (PSDB). No total, 51 empresas que venderam materiais de construção, mobiliário e decoração, materiais de escritório, equipamentos de informática, aparelhos eletroeletrônicos, refrigeração e outros equipamentos foram contratadas por meio de cinco pregões eletrônicos realizados entre agosto e novembro do ano passado. Os editais do pregão, segundo representantes de algumas empresas, estipulavam que o pagamento seria feito 30 dias após o fornecimento dos materiais.

A reportagem contatou ontem dez empresas que participaram do pregão. Cinco confirmaram que entregaram os materiais no ano passado e que ainda não receberam, mas pediram para o nome das empresas não ser divulgado. Duas afirmaram que os pagamentos foram feitos e representantes de outras duas empresas preferiram não comentar o assunto. Uma funcionária de outra empresa disse que o pagamento ainda não foi efetuado, mas que o material solicitado só foi entregue nesta semana.

"O que me assusta é a prefeitura inaugurar uma obra sem ter pago os fornecedores", afirmou o dono de uma loja de materiais de escritório em Curitiba. "O interesse da prefeitura em inaugurar o mercado não pode estar acima de uma dívida. Se eu devesse para a prefeitura, já estaria inscrito na dívida ativa." O empresário disse que entregou os materiais em outubro de 2008. "Prometeram que o pagamento seria feito até o fim de dezembro. Depois, até o fim de janeiro. Até agora, nada."

A representante de outra empresa disse que não pretende mais participar de pregões da prefeitura. "Para a prefeitura a gente não vende mais. A margem de lucro já era pequena, com essa demora já virou prejuízo", comentou. De acordo com os fornecedores, a prefeitura alegou um problema com a Caixa Econômica Federal (CEF), que faria a liberação dos recursos – o mercado foi construído em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. "Vistoriaram, pediram para adequar algumas coisas ao edital. Fizeram uma nova vistoria, mas não sabemos quando vamos receber", disse um fornecedor.

Em nota, a prefeitura informou ontem que os pagamentos começarão a ser feitos na segunda-feira. A nota afirma que, antes de liberar os recursos, a Caixa Econômica vistoriou os materiais fornecidos. "A CEF só libera os pagamentos após verificar e testar os produtos, o que só pôde ser feito com a conclusão da obra", diz a nota.

O Mercado

O Mercado de Orgânicos vai funcionar na Rua da Paz, ao lado do Mercado Municipal. Terá 3,7 mil metros quadrados e 22 espaços comerciais. No local funcionarão bancas de vegetais e produtos processados, lanchonetes, restaurante, lojas de artesanato e confecção, mercearias e um açougue. Também foi construído um anfiteatro, onde serão ofertados cursos. O investimento, segundo a prefeitura, foi de R$ 3,1 milhões. A inauguração será às 10h30. Participará da cerimônia o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

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