No consultório da psicóloga Sandra Moreira Oliveira, professora do Núcleo de Atendimento à Pessoa Idosa (Napi) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), é comum pacientes reclamarem das dores no corpo, causadas pelo emocional. "Já tive pacientes que chegaram reclamando de problemas como um zumbido no ouvido. Aí quando vão responder quando foi que começou tal problema, eles respondem que teve início com um divórcio ou coisa parecida", diz.
Ela afirma que, com os remédios, os cuidados devem ser redobrados. "A pessoa pode achar que uma medicação vai resolver uma angústia. Mas não é possível colocar no medicamento uma solução mágica", diz. "Alguns vivem em torno da doença-dói aqui, dói ali, quando vai investigar acaba descobrindo que a pessoa só está estressada", conta.
Sandra lembra que qualquer tratamento de saúde deve ser feito com a confiança mútua, entre paciente e médico. Parece óbvio, mas nem todos se lembram disso. Enquanto alguns pacientes acham que o médico passa remédios demais, há aqueles que pensam que os medicamentos na receita não são suficientes. "É comum o idoso não obedecer à prescrição. Ou acha que o remédio é fraco, ou pensa que não precisa dele. Também há quem não tenha paciência de esperar pelos efeitos. Isso é um problema sério, a pessoa tem que ser coerente e tomar o remédio corretamente, seja ele de tarja preta ou não", afirma. (AC)



