A primeira onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) aconteceu em maio deste ano. Durante uma semana, policiais foram assassinados, ônibus foram queimados e um toque de recolher foi imposto pelos bandidos, paralisando a maior cidade da América Latina. Além da ousadia dos bandidos, o número de mortes também impressionou. Somando policiais e bandidos, mais de 140 pessoas foram mortas.
12 de maio
O governo de São Paulo anuncia a transferência de mais de 700 presos, ligados ao PCC, para a prisão de segurança máxima de Presidente Bernardes.
Entre eles está Marcos Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção criminosa.
Em represália, bandidos atacam viaturas, delegacias e bases da Polícia Militar paulista.
13 de maio
As rebeliões nos presídios de São Paulo, iniciadas no dia anterior, aumentam. 22 penitenciárias entram em motim e fazem 56 reféns.
A polícia consegue retomar o controle em duas delas.
14 de maio
As rebeliões continuam e chegam a Mato Grosso do Sul e Paraná, nos presídios de Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo e Assis Chateaubriand. O governo paulista recusa a ajuda do governo federal.
Os acontecimentos são destaque em jornais de diversos países.
15 de maio
Os ataques diminuem e as rebeliões começam a ser controladas. O número de ônibus incendiados chega a 61. Com isso, as empresas reduzem a frota nas ruas. Escolas, lojas e empresas suspendem as atividades.
A polícia do Paraná extingue os focos de rebelião nos presídios no Norte do estado.
16 de maio
Começa a circular a notícia de que o governo de São Paulo fechou acordo com o PCC para que os ataques cessassem.
O governo nega, mas admite que conversou com Marcola no dia 14.



