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Saúde

Paciente com Mal de Alzheimer não consegue receber o medicamento da Farmácia do Estado

Ele recebe doses fracionadas do remédio que não são suficientes para o mês. Sesa diz que problema foi causado por mudança no sistema de compra

Pacientes que dependem da Farmácia Especial do Estado para receber os medicamentos estão sofrendo com falhas na entrega. No caso das pessoas que precisam do remédio para tratamento do Mal de Alzheimer, que chega a custar até R$ 400 nas farmácias convencionais, há poucas unidades e é preciso distribuir doses fracionadas que não duram o mês inteiro.

Esse é o caso de Valdir Cruz, que sofre da doença há quatro anos. Sem dinheiro para comprar o medicamento, sua mulher, a dona de casa Anita de Paula Cruz, recorre a farmácia especial para fazer o tratamento do marido. Neste ano, em várias ocasiões ela conseguiu retirar apenas uma cartela com 14 comprimidos, quando deveria receber o dobro.

No fim de setembro, faltou o medicamento na farmácia especial. Para dar continuidade ao tratamento do marido, Anita conta que dá o comprimido dia sim dia não ou, no caso do remédio genérico, reparte o comprimido para conseguir fechar o mês.

A receita para o remédio é válida por um mês. Com a nova prescrição em mãos, Anita já ficou sabendo, por telefone, que a farmácia especial recebeu o remédio, mas não em quantidade suficiente. O rapaz que passa informação para a dona de casa diz que há duas caixas do remédio, que devem ser divididas para quatro pacientes.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que o problema da falta de medicamento foi causado por uma mudança na forma de compra do remédio e não há previsão de quando a distribuição voltará ao normal.

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