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Violência

Pai de Liana aposta na condenação dos assassinos da filha e do namorado

São Paulo – O pai de Liana Friedenbach, o advogado Ary Friedenbach, disse ontem que não será necessário muito para convencer os jurados de que Antônio Matias, Agnaldo Pires e Antônio Caetano da Silva são culpados do assassinato da sua filha e do namorado dela, Felippe Caffé, em outubro de 2003, no município de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. Além deles, há outros dois acusados do crime.

Ary Friedenbach esteve ontem na Câmara Municipal de Embu-Guaçu, local do julgamento, para esperar a divulgação da sentença. Ele vestia uma camiseta com a foto da filha. O advogado não quis acompanhar todo o julgamento para não precisar ver os acusados. Apesar disso, afirmou que o trabalho da acusação foi bom.

"Eu sinceramente não conheço os jurados, mas acho que não precisa de muito para convencê-los de que o que foi cometido nesta cidade foi uma barbárie, sem nenhuma motivação. É isso que a gente espera", disse.

A promotora Helena Bonilha, responsável pela acusação, tentou sensibilizar os sete jurados projetando fotos do casal antes e depois do crime. Ela também apresentou um cartão de Liana a Felippe que mostraria quanto ela o amava.

A reportagem não teve acesso ao julgamento, já que o caso corre em segredo de Justiça. Até o início da noite de ontem, a juíza Alena Bizzarro não havia decidido se a sentença seria divulgada no início da madrugada ou se o julgamento seria interrompido e retomado hoje pela manhã. A decisão dependeria da disposição dos jurados.

A mãe de Felippe, Lenice Silva Caffé, chorou ao ver a foto do filho no Instituto Médico Legal (IML). "Foi o momento mais chocante, mas eles fizeram um excelente trabalho (de acusação)."

Pelos acusados, ela disse sentir "desprezo". "Não quero vingança, quero justiça. Enquanto eles estiverem presos, outras famílias estarão seguras."

O acusado pela morte e estupro de Liana, Champinha, que tinha 16 anos à época do crime, está na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem).

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