
O Brasil criou 118,7 mil fundações privadas e associações sem fins lucrativos entre 2001 e 2010, 49% delas nos últimos cinco anos. Em 2010, existiam, no total, 290,7 mil fundações privadas e associações sem fins lucrativos no país, a maioria de cunho religioso. As informações são da Agência Brasil e fazem parte do Perfil das Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos em 2010, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
As entidades religiosas sediadas no Brasil passavam de 82 mil em 2010, ou 28,5% do total. Os números são ainda maiores, segundo a pesquisa, pelo fato de muitas instituições assistenciais, educacionais e de saúde de origem religiosa não estarem classificadas como tal.
Em seguida, aparecem entidades voltadas à defesa de direitos e interesses do cidadão. Entre as instituições que trabalham na defesa dos direitos humanos (42,4 mil em 2010), a maioria era formada por centros e associações comunitárias (20 mil), seguida de associações de moradores (13 mil), de entidades de defesa de direitos de grupos e minorias (5 mil), de desenvolvimento rural (1,5 mil), emprego e treinamento (500) e outras instituições (2,1 mil).
Mais da metade das instituições religiosas (57,4%) estavam situadas na Região Sudeste. As entidades de defesa de direitos estavam em maior número no Nordeste (37,7%), que concentra quase a metade dos centros e associações comunitárias (45,3%), subgrupo das fundações e associações voltadas a atender o cidadão.
Mais duradouras
Das entidades criadas na última década (118 mil), 27% eram religiosas (32 mil). Já as entidades mais duradouras, de acordo com o estudo, eram as da área da saúde, sobretudo, hospitais, pois mais da metade deles (53%) foram criados em 1980. Junto com o subgrupo outros serviços de saúde, os hospitais privados e sem fins lucrativos representavam mais da metade das entidades do setor de saúde (64,6%) e absorviam 16,6% dos profissionais da área.
A pesquisa foi feita com base no Cadastro Central de Empresas (Cempre). Duas versões anteriores foram feitas, em 2002 e 2005, com o objetivo de mapear essas entidades, que, além de não terem a finalidade de obter lucros, devem ser privadas, legalmente constituídas, autoadministradas e voluntárias. Partidos políticos e sindicatos, conselhos, fundos e consórcios municipais e condomínios, por exemplo, não se enquadram nessa categoria.







