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tragédia na estrada

Para especialistas, falha humana e falta de ‘cultura de segurança’ são respostas para acidente da BR-277

Falha humana é uma das hipóteses apontadas para justificar acidente que deixou seis mortos no Litoral do Paraná no domingo (3)

  • PorAngieli Maros
  • [06/07/2016] [15:10]
Tragédia na 277: polícia investiga causa do acidente | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Tragédia na 277: polícia investiga causa do acidente| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A falta de uma cultura de segurança no trânsito é um dos motivos apontados por especialistas para explicar porque as rodovias brasileiras são tão violentas.O outro é a falha humana. É nesta linha que especialistas e peritos tentam achar uma resposta para justificar o grave acidente que deixou seis mortos na BR-277, no Litoral do Paraná. Um inquérito policial caminha na possibilidade de que o motorista do caminhão que provocou a tragédia tenha sido alertado sobre problemas no freio, mas, mesmo assim, continuou a conduzir o veículo.

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em maio mostra que o Brasil é o quarto país das Américas quando o assunto é tráfego perigoso, com 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. “Sabemos que 95% dos acidentes têm falha humana associada. E no Brasil, essa falta de cultura de segurança no trânsito se reflete na falta de responsabilidade ao dirigir” alerta Antonio Clóvis Pinto Ferraz, engenheiro e coordenador do Núcleo de Estudos em Segurança no Trânsito (NEST) da Universidade de São Paulo (USP).

“É muito provável que o motorista estivesse em velocidade elevada para o tipo de veículo que ele estava dirigindo. Se ele estivesse em velocidade menor, [para evitar colisão de grande impacto] poderia acionar o freio de mão ou ir freando com o caminhão na mureta”, analisou Ferraz.

Conhecida como barreira New Jersey, a mureta que poderia, talvez, ter contido o caminhão caso este estivesse em velocidade mais branda é uma das três principais estruturas de segurança presentes nas rodovias brasileiras hoje, junto com os famosos “canteiros” e as defensas metálicas.

Para o engenheiro e coordenador do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI) da UFPR Eduardo Ratton, os três dispositivos hoje usados nas rodovias brasileiras são comuns por serem seguros. Ele explica que dificilmente outra estrutura de segurança poderia conter o caminhão que se envolveu no acidente deste domingo, uma vez que não se pode desconsiderar a velocidade atingida pelo veículo.

“O separador de pista tipo New Jersey, que é o que há neste trecho da rodovia, é uma estrutura segura. Só que, obviamente, nesse caso houve essa transposição em função de que impacto foi muito grande. Estamos falando de um caminhão com mais de 50 toneladas”, avalia o professor. “Não podemos dizer que a estrutura de segurança não existia”.

Área de escape

Embora as falhas humana e mecânica estejam entre as principais linhas de investigação da polícia, moradores apontam a falta de uma nova alternativa para motoristas em caso de descontrole do veículo na BR-277, próximo ao trecho onde ocorreu o acidente. Há pelo menos dois anos eles pedem uma área de escape para ajudar a evitar tragédias como a que ocorreu neste domingo.

O engenheiro civil Yader Guerrero, doutor na área de pavimentação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica que tão importante quanto a direção preventiva está a condição adequada das rodovias.

“Nestes casos, as estradas devem possuir traçados adequados aos níveis de serviços, estruturas de pavimento que garantam a correta funcionalidade, sinalização apropriada para poder guiar o usuário durante o trajeto, e dispositivos de segurança apropriados”, explicou o engenheiro.

Ele aponta que, assim como estruturas mais usuais – tal como a mureta New Jersey –, também são importantes as áreas de escape por retenção – como as que querem os moradores da região.

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