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Curitiba

Parolin: acusados de envolvimento em guerra de gangues são presos após assalto

Dois deles são suspeitos de terem baleado uma menina de três anos e o primo dela. Os acusados teriam integrantes da “Turma de Cima”, que teria voltado suas ações contra inocentes

Três jovens foram detidos na tarde desta quarta-feira (11) após o assalto a um posto de combustíveis no bairro Parolin, em Curitiba. De acordo com a polícia, eles são acusados de integrar uma das gangues que disputam o controle no bairro. O grupo a que eles pertencem teria elevado as proporções das consequências da briga, ao voltar suas ações contra inocentes. Dois dos presos são suspeitos de terem baleado uma menina de três anos e um rapaz de 18 anos, no dia 4 de janeiro.

Entre os detidos, está um adolescente. Os outros dois presos foram identificados como Johnatan Venceslau Fabiano, de 18 anos, o "Chimbinha", e Joacir Rodrigues, de 23 anos, o "Madruga". Segundo a Delegacia de Homicídios (DH), o nome dos dois aparece nas investigações do atentado que terminou com a menina Riely Aline Ramos, de três anos, atingida por uma bala perdida. O primo de segundo grau dela, de 18 anos, também foi baleado na ação.

"As prisões foram importantíssimas e ajudam a fechar o cerco às gangues que estão se enfrentando", avalia o delegado Rubens Recalcatti. De acordo com a polícia, os três suspeitos seriam componentes da "Turma de Cima", que mantém disputa com outro grupo no mesmo bairro, a "Turma de Baixo".

Prisões ocorreram após assalto

A detenção do trio ocorreu por volta das 15 horas, pouco depois de cinco pessoas terem assaltado um posto de combustíveis no Parolin. Com a descrição dos assaltantes, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) começaram a rondar o bairro. "Nós estacionamos as viaturas e fizemos patrulhamento a pé pelas vielas. Com informações de moradores, localizamos um suspeito que usava camisa do Coritiba, conforme os funcionários do posto haviam avisado", disse o sargento Elder de Jesus Ferraz.

O suspeito era Chimbinha, que, segundo a polícia, portava um revólver calibre 38. Madruga e o adolescente também foram encontrados na mesma residência. Outros dois suspeitos conseguiram fugir, pulando em outras residências. "Cada um dos acusados estava com R$ 250, provavelmente a partilha do roubo do posto. Eles foram reconhecidos pelas vítimas", contou o sargento. Também foram recuperados uma carteira e um celular de um cliente do posto.

Gangues disputam controle do bairro

Nas últimas semanas, as polícias Civil e Militar intensificaram as ações no Parolin com o objetivo de identificar e prender integrantes das duas gangues que disputam o controle do bairro. No dia 5, um adolescente e um rapaz de 18 anos foram detidos. No dia anterior, Paulo Sérgio do Santos, o "Bocão", apontado como o cabeça do grupo chamado de "Turma de Baixo" ou "Cidade de Deus" (CDD)havia sido preso.

De acordo com Recalcatti, a DH mantém monitoramento constante no bairro, para mapear os grupos. A polícia também prendeu, no dia 31 de dezembro, Douglas Fermino, de 19 anos. Apontado como integrante da "Turma de Baixo", ele portava, segundo a polícia, uma pistola de calibre 45 (de uso restrito). Há suspeitas de que a arma tenha sido usada nos assassinatos de duas pessoas, entre elas, o comandante do grupo rival.

Disputa de gangues

O confronto entre as turmas "de Cima" e "de Baixo" já dura cerca de dez anos, segundo a polícia, com a renovação constante de seus integrantes. O controle do bairro estaria relacionado à predominância no tráfico de drogas e à possibilidade de controlar as entradas da localidade, a prestação de serviços e o serviço de reciclagem. No ano passado, os grupos permaneceram em relativa trégua, até o fim de novembro, quando foi assassinado Jhonny de Oliveira Schuvazrsky, de 22 anos, apontado como integrante da "Turma de Baixo".

Para se vingar, este grupo teria matado o cabeça da "Turma de Cima", Maycon de Almeida, o "Miroca", e o segurança dele, João Doracil Cardoso Júnior. A partir de então, integrantes da "Turma de Cima" teriam se voltado contra inocentes. Pelo menos duas pessoas foram baleadas no réveillon.

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