Bombeiros da Diretoria de Diversões Públicas interditaram na manhã desta segunda-feira (26) o parque de diversões em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde um menino 10 anos morreu no fim de semana. A suspeita é que ele tenha sido eletrocutado após encostar na grade de um brinquedo.
O corpo do menino está sendo velado numa igreja batista de Realengo, também Zona Oeste, e será enterrado às 16h no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel.
Segundo o tenente-coronel Luiz Rodrigues, do quartel de Campinho, o parque foi interditado porque funcionava sem autorização. "O parque funcionava clandestinamente. O proprietário não tinha documentação necessária para instalar o parque na região". Os brinquedos foram desmontados nesta manhã.
Segundo o pai do menino, ele soltava pipa dentro do parque quando tudo aconteceu. Ele teria encostado em um brinquedo e levado uma descarga elétrica. "Quando eu vi, meu filho esbarrou ali, aí tava duro no chão, todo roxo. Aí o colega foi e botou ele aqui no canto e começou a fazer respiração boca-a-boca pra nele. Ficou todo roxo, tanto que tem até uma marca do choque aqui nas costas dele", contou o pai, Cléber de Oliveira Tavares.
A mãe da criança, Lidiane Tavares, acompanhou tudo de perto. "Eles estão fugindo, porque até ontem (25), depois do acidente, continuou funcionando normalmente".
A gerência do parque nega que a vítima tenha sido eletrocutada e diz que estava autorizada a atender o público. "Não teve choque nenhum. A perícia teve aí, veio Defesa Civil. Constatou que não teve choque nenhum. Tanto que quando ocorreu o parque não estava funcionando. A perícia veio, interditou a área alí. Constatou que não teve choque, que não foi problema do parque nenhum e liberou o funcionamento do parque", disse o gerente Carlos Henrique Braga.
"Essa desmontagem do parque, a princípio, nada implica a responsabilização criminal das pessoas", diz o delegado Leandro Aquino, da 34ª DP (Bangu), que investiga o caso.
A polícia espera o resultado da perícia para confirmar se a causa da morte foi a descarga elétrica. Se isso for confirmado, o dono do parque responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.







