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Detalhes do Museu da Vida: frases da Doutora Zilda e objetos pessoais dela estão em exposição | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Detalhes do Museu da Vida: frases da Doutora Zilda e objetos pessoais dela estão em exposição| Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo

Serviço

O Museu da Vida funciona todos os dias da semana, inclusive sábados e domingos, das 8 às 19 horas. Fica na Rua Jacarezinho, 1.691, no bairro Mercês, em Curitiba. A entrada é gratuita. O espaço, no entanto, estará fechado entre os dias 24/12 e 04/01.

A Pastoral da Criança inaugurou ontem, em Curitiba, o Museu da Vida, que, por meio de sete exposições permanentes, conta a história dos 30 anos da instituição e de sua missão em prol das crianças. A inauguração ocorreu no Dia de Nossa Senhora de Guadalupe, considerada padroeira da América Latina.

"A ideia do museu surgiu, em outubro do ano passado, da necessidade de criar um local para que as pessoas que atuam na base da Pastoral, acompanhando as crianças atendidas, pudessem aprender mais e sair das visitas de Curitiba com uma motivação maior", diz o coordenador adjunto da Pastoral, Nelson Arns Neumann. "A meta parece ter sido alcançada", comemora.

O destaque fica para o Memorial Dra. Zilda Arns, que inclui uma visita à sala em que a fundadora da Pastoral trabalhava. O escritório tem objetos originais na mesma disposição feita por Zilda antes de viajar para o Haiti, em 2010, quando morreu durante um terremoto que atingiu o país caribenho.

Além disso, trechos do diário de Zilda e de seu último discurso foram gravados nas paredes do Memorial e são narradas pela voz da atriz Marília Pêra.

O Museu da Vida conta ainda com exposições sobre as práticas e as ações desenvolvidas pela Pastoral. A visita acaba com uma trilha por um bosque de mata nativa com mais de 13 mil metros quadrados, diversas árvores centenárias e uma gruta natural.

Biografia

Nascida em Forquilhinha, Santa Catarina, Zilda construiu sua vida no Paraná e escolheu a medicina como missão. Por isso, o Hospital do Idoso, inaugurado em 2012, traz o nome da Doutora Zilda, como a chamavam os amigos. Ela fundou a Pastoral da Criança em 1983 e levou a primeira ação da entidade a Florestópolis, no Paraná, onde o índice de mortalidade infantil chegava a 127 mortes a cada mil crianças. Após um ano de atividades, o índice caiu para 28 mortes a cada mil nascimentos.

O sucesso incentivou a Igreja Católica a expandir a pastoral para todos os estados e o Ministério da Saúde a adotar e aperfeiçoar alguns dos métodos criados pela Pastoral para combater a mortalidade infantil e a desnutrição. Ela percorreu os cantos mais remotos do Brasil e outros países na América Latina, Ásia e África.

Em reconhecimento ao seu trabalho, Zilda Arns foi indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz e colecionou glórias pelo mundo todo. Em 2004, ela fundou e coordenou a Pastoral da Pessoa Idosa.

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