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Pescadores protestam por demora de indenizações ambientais

Cerca de 100 pescadores se reuniram na manhã de ontem em frente do Fórum de Paranaguá, no Litoral do estado, para pedir mais agilidade da Justiça na investigação sobre a suspeita de que advogados tenham se apropriado indevidamente das indenizações da Petrobras relativas aos acidentes do Poliduto Olapa e do navio Norma, ambos ocorridos em 2001, e para pedir celeridade no andamento dos processos que ainda precisam de sentença. Esta é a segunda manifestação de pescadores sobre o mesmo caso em menos de dois meses.

Denúncias

Após as denúncias veiculadas pela Gazeta do Povo em abril, que revelaram que uma advogada não havia repassado o valor das indenizações para pelo menos 18 pessoas, dezenas de pescadores se dirigiram ao Fórum para apresentar novas denúncias.

Somente na Delegacia de Paranaguá foram registrados pelo menos mais 50 boletins de ocorrências relacionados ao caso dos pescadores nas últimas semanas. A assessoria de imprensa do Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que também faz parte da rotina da Promotoria de Paranaguá receber constantes denúncias sobre este caso e que todas elas são anexadas a dois procedimentos investigatórios que correm contra dois escritórios de advocacia.

Acesso

O secretário da Colônia de Pesca Z2 de Guaraqueçaba, Darci Ambrósio Ferreira, disse que os moradores das ilhas têm mais dificuldade para ter acesso à informação e que seria importante a Justiça dar celeridade nesses processos. "Nós queremos uma explicação da Justiça sobre o dinheiro que tiraram da gente. Só na Ilha de Almeida, dezenas de pescadores nunca receberam um centavo. Precisamos de uma resposta", cobrou.

Comissão

Uma comissão de pescadores foi recebida pela juíza Mércia Franchi do Nascimento, que está há mais de um mês com uma equipe do Tribunal de Justiça do Paraná separando os processos por fase para dar mais rapidez aos trâmites. Com os processos separados por fases, a juíza poderá dar uma sentença coletiva, o que fará que centenas de pescadores tenham novos alvarás liberados pela Justiça.

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