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Demografia

Pesquisa do IBGE deve tirar verbas de 208 municípios paranaenses

Prefeitos reclamam de contagem populacional do IBGE, pela qual 208 dos 399 municípios do estado perderam população nos últimos 11 anos

Vídeo | Reprodução RPC TV
Vídeo (Foto: Reprodução RPC TV)

Os dados da contagem de população realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na semana passada, são apenas preliminares. Mas já fizeram várias dezenas de prefeitos do Paraná convocarem reuniões às pressas com seus secretários. Segundo o IBGE, 208 das 399 cidades do estado encolheram nos últimos 11 anos – o que, na prática, significa menos dinheiro para as prefeituras. Reportagem da Gazeta do Povo desta quinta-feira mostra que os governantes estão preocupados com a situação e acionaram a Associação dos Municípios do Paraná (AMP), que pretende pedir a recontagem da população.

Pelo menos 70% das prefeituras paranaenses são dependentes de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor do FPM repassado pelo governo federal para cada cidade é definido de acordo com o número de habitantes. Por isso a preocupação com a perda de população, que significa perda de recursos. Além disso, outras receitas municipais, como verbas de saúde pública e transporte escolar, também são vinculadas ao tamanho da população.

A AMP, porém, ainda não calculou de quanto seria a redução nos repasses e quantas prefeituras seriam afetadas. No ano passado, o FPM injetou R$ 2 bilhões nas administrações municipais do estado.

O presidente da AMP e prefeito de Castro, Moacyr Fadel (PMDB), usa o exemplo da cidade que administra para dizer que algo não está bem certo na contagem do IBGE. "Fizemos uma pesquisa com os agentes de saúde, que percorrem todo o município. Num dos lotes de visitação, que tem 3,8 mil moradores, cerca de 700 disseram que não foram pesquisados (pelo instituto)", diz.

O chefe do IBGE no Paraná, Sinval dos Santos, sequer cogita a possibilidade de recontagem. "Ainda não nos pediram, mas é inviável fazer isso", antecipa. Ele reforça que os dados divulgados na última sexta-feira são preliminares e que podem sofrer alteração, já que até o dia 12 de setembro os recenseadores continuarão visitando casas que estavam fechadas nos meses anteriores.

Leia a reportagem completa no site da versão impressa da Gazeta do Povo (conteúdo exclusivo para assinantes)

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