
Rio de Janeiro e Genebra - Com o resgate de mais corpos, a Polícia Federal intensificou a coleta de materiais como sangue, saliva e fios de cabelo dos parentes para facilitar a identificação das vítimas do acidente com o voo 447 da Air France.
"Acho que as pessoas estão ficando mais conformadas porque estão aparecendo cada vez mais corpos, disse o advogado Marco Túlio Moreno Marques, que perdeu o pai e a mãe no acidente.
Já Maarten Van Sluys, irmão da funcionária da Petrobras Adriana Francisca Van Sluijs, outra das vítimas, disse que as últimas notícias sobre os trabalhos de resgate foram recebidas com "grande comoção. "Algumas pessoas choram, pois ainda creem na perspectiva de encontrar os entes queridos. Outras recebem com resignação. Meu sentimento é de que vamos ter muito mais informações sobre o que causou o acidente, disse.
Na França
A imprensa francesa publicou ontem uma lista parcial dos cidadãos do país que estavam a bordo. Ao longo da semana, a Air France reiterou diversas vezes que a lei do país lhe impedia de revelar a identidade das vítimas.
A lista publicada pelo semanário Journal du Dimanche tem 33 nomes e curtas biografias, que incluem empresários, cientistas e engenheiros.
Além da legislação do país, a lentidão do governo francês em verificar imprecisões na identificação de alguns passageiros pode estar por trás da demora em divulgar a relação completa. Alguns nomes não estariam conferindo com os registros no aeroporto do Rio de Janeiro.







