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"Planejamos como matar na internet", diz suspeita por morte de universitária

Corpo de Bianca Mantelli Pazinatto, 18, foi encontrado embaixo da cama da amiga, de 17 anos. No local, a polícia encontrou um caderno com um roteiro do crime, com lista de itens a serem usados na ação

A adolescente de 17 anos suspeita de matar uma universitária por amor em Jataí (GO) disse em depoimento à Justiça, hoje (5), que buscou instruções para planejar o crime na internet. "Planejamos como se mata uma pessoa na internet", afirmou.

O corpo da universitária Bianca Mantelli Pazinatto, 18, foi encontrado pela polícia embaixo da cama da amiga de 17 anos. No mesmo local, a polícia encontrou um caderno com uma espécie de roteiro do crime, com uma lista de itens a serem empregados na ação: barra de ferro, luvas, clorofórmio, álcool, isqueiro, fita, faca.

As anotações também incluíam supostas instruções para o homicídio, como "Depois da ação, tirar a luva, colocar no saco, pegar o celular" e "Carregamos a infeliz até o local e queimamos." Também foi encontrada uma carta de amor com uma suposta ameaça.

Durante seu depoimento, a adolescente também disse ao juiz Thiago Soares Castelliano, do Fórum de Jataí, que foi a outra adolescente, de 16 anos, quem esfaqueou Bianca, "por amizade". As duas estão apreendidas desde 29 de julho, quando ocorreu o crime.

A suspeita de 16 anos se negou a falar à Justiça. Os depoimentos tiveram início às 13h e o policiamento no fórum foi reforçado.

Crime passional

De acordo com a polícia, a adolescente de 17 anos alega que namorava Bianca e que as duas haviam rompido. Sem conseguir reatar, decidiu matá-la.

A família da universitária nega o relacionamento e diz que a adolescente perseguia Bianca. Segundo seus parentes, a jovem, que era estudante do terceiro período de biomedicina na Universidade Federal de Goiás, tinha namorado.

Mensagens trocadas por meio do aplicativo para smartphones WhatsApp ajudaram a polícia de Goiás a esclarecer, em menos de 12 horas, a morte da universitária.

Antes de morrer, Bianca trocou mensagens com a amiga de 17 anos. Elas marcaram um encontro. Ao sair de casa, Bianca deixou o celular. Quando os parentes procuraram a polícia, investigadores acharam o telefone e leram suas conversas.

Uma ligação anônima para a polícia dizia que uma outra jovem, de 16 anos, amiga da de 17 - com quem Bianca falou antes -, havia sido vista com a calça suja de sangue.

Investigadores disseram a ela que iam aplicar um teste para saber se a mancha era de sangue humano ou não. Antes disso, a adolescente começou a chorar e confessou que ela e amiga mataram Bianca.

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