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"Discriminação religiosa"

Polícia Civil gaúcha abre inquérito e quer ouvir Peninha sobre voto de evangélicos

Eduardo Bueno, o Peninha, em vídeo recente em que afirma que evangélicos não deveriam votar.
Eduardo Bueno, o Peninha, afirmou que evangélicos não deveriam votar. (Foto: Ana Volpe/Agência Senado)

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul instaurou um inquérito para investigar o historiador e youtuber Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, por intolerância religiosa. Os trabalhos são conduzidos pela Delegacia de Combate à Intolerância, que pretende ouvi-lo em interrogatório até março.

Peninha disse em um vídeo de janeiro que evangélicos não deveriam votar. Era um comentário, em tom cômico, ao raio que caiu durante uma manifestação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

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No decorrer da gravação, ele afirma que evangélico não vota para pastor, portanto não deveria eleger seus governantes. Peninha mais tarde enviou nota à revista Veja em que diz que seu canal é “repleto de metáforas e exageros” e que não quis dizer “exatamente” que evangélicos não deveriam votar.

Delegacia de combate à intolerância

O inquérito da polícia gaúcha é de responsabilidade do titular da delegacia de combate à intolerância, Vinicius Nahan. O policial entrou em férias logo depois de instaurar o procedimento, no dia 6 de fevereiro.

Segundo policiais que estão a par das investigações, Peninha ainda não foi intimado pela Justiça. Ele deve ser notificado e comparecer para interrogatório no retorno das férias de Nahan, previsto para o mês que vem. A reportagem entrou em contato diretamente com Eduardo Bueno e não teve retorno. O espaço segue aberto.

No início de fevereiro, o deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO) protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) com um pedido de investigação por possível "discurso de ódio" e “intolerância religiosa” contra o historiador. Não há notícia de tramitação deste procedimento.

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