A mulher presa em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, na quarta-feira (30), suspeita de sequestrar o bebê da adolescente que foi encontrada morta em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, também pode ter tido participação do assassinato.
De acordo com o delegado Gil Tesseroli, de São José dos Pinhais, o sequestro e o homicídio estão diretamente relacionados. Tesseroli informou que a polícia tem indícios da participação dela no crime, mas disse que não poderia dar mais detalhes. Eva Cássia Ferrarezi Zeglan foi transferida do Oeste do Paraná para a região metropolitana e já estava em São José dos Pinhais nesta quinta-feira (31), por volta das 10h45.
Ele afirmou que o caso deve ser explicado em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que a coletiva será em Curitiba, às 16 horas. Após a apresentação na RMC, a mulher deve ser levada para Guaratuba. O inquérito é conduzido pela delegacia da cidade no litoral em conjunto com a de São José dos Pinhais. Eva foi detida no Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Terezinha de Itaipu, por volta do meio-dia da quarta-feira (30). Ela estava dirigindo um veículo Palio, acompanhada de uma filha de 19 anos, de um filho de 15 anos e de uma menina de 5 anos, da qual tem a guarda.
Tesseroli havia dito na quarta-feira que a polícia investigava a possibilidade de o conteúdo do bilhete encontrado com o bebê, em Guaraniaçu, no Oeste do Paraná, não ser verídico. Se for constatada a participação da mulher no homicídio, a hipótese se confirma. O bilhete dizia que a mãe da criança estava viva, quando o suposto casal comprou o bebê no último sábado (26), por R$ 1,5 mil.
O bebê foi encontrado na tarde de terça-feira (29) em frente à Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Guaraniaçu. A suspeita teria informado que abandonou o bebê após ficar sabendo da morte da adolescente.
O delegado da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu, Michael Eymard Rocha França de Araújo, disse - em entrevista à Agência Estadual de Notícias (AEN), órgão oficial de comunicação do governo do Paraná - que não havia dúvidas sobre a participação da mulher no caso. Segundo o delegado, ela mantinha residências em Guaratuba, cidade onde a adolescente vivia, e São José dos Pinhais, onde a garota foi encontrada morta. Araújo afirmou que Eva conhecia a adolescente e a atraiu dizendo que compraria roupas para o bebê, mas que já teria a intenção de ficar com a criança.
Crime
O corpo da vítima foi encontrado caído às margens de uma estrada rural, no bairro Rio Pequeno, no sábado (26). O corpo estava em um matagal na Rua Estefano Woicikieviz, próximo da represa de captação Rio Pequeno, da Sanepar. O local é uma área do turismo rural conhecido como Colônia Mergulhão.
A calça da vítima estava aberta, mas não havia sinais aparentes de violência sexual. "Mas isso não é algo conclusivo e só será confirmado após o laudo do Instituto Médico-Legal (IML)", apontou o delegado Tesseroli.
O delegado disse que a vítima foi asfixiada, supostamente por algum tipo de fio ou cordão. Apesar de a estrada ser rural, o local é bastante movimentado. Por isso, a polícia também trabalha com a possibilidade de a adolescente ter sido assassinada em outro local e o corpo ter sido abandonado naquela via.
Familiares da adolescente estiveram no IML, em Curitiba, na terça-feira (29) para liberar o corpo da jovem. O pai, o tio e o companheiro da vítima também prestaram depoimento, em São José dos Pinhais, na terça-feira.
O velório e o enterro da jovem ocorreram na quarta-feira (30), em Guaratuba.




