
O número de estudantes matriculados apresentou uma leve queda no país entre 2006 e 2007, ao contrário do que ocorreu no Paraná, onde o resultado foi positivo no mesmo período. É o que demonstra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que consultou 400 mil pessoas em 148 mil domicílios de todo o país.
Enquanto no país o índice manteve-se praticamente estável, com uma queda próxima de 0,5% no número de matrículas passando de 56.588.000 para 56.314.000 , no Paraná houve crescimento de 2,4% passando de 2.939.000 para 3.011.000. Ou seja, enquanto no país 274 mil pessoas deixaram de freqüentar as escolas, no estado, 72 mil pessoas a mais passaram a ocupar os bancos escolares.
O Paraná ficou atrás apenas de Amazonas (mais 10%) e Acre (mais 3,2%) no crescimento de matrículas nas escolas. O Piauí foi o estado que teve a maior queda no número de matrículas, 8,3%, com menos 90 mil estudantes. A Secretaria Estadual de Educação (Seed) do Paraná preferiu não comentar os números. Já na Secretaria Municipal de Educação de Curitiba ninguém foi encontrado para comentar.
Freqüência
Apesar de o número de estudantes na escola ter sido menor em 2007, segundo dados da Pnad, a taxa da freqüência escolar aumentou no grupo de 4 e 5 anos de idade, segundo ressalta a economista do IBGE Adriana Beringuy. Em 2007 foi de 70,1%, que representa 2,5 pontos porcentuais acima do resultado de 2006. "Não podemos avaliar os dados no número de estudantes isoladamente. Temos de levar em conta o envelhecimento da população e a queda no número de nascimentos. A redução ocorreu no grupo de idade das pessoas com 25 anos ou mais, que tradicionalmente não estão na escola", diz. Neste quesito, o Paraná também se destaca e está entre as três unidades da federação com os maiores crescimentos, com 7,1%, atrás apenas do Amazonas e Alagoas, com 7,5; e 12,1 pontos percentuais respectivamente. As maiores quedas da taxa de escolarização nesse grupo foram no Amapá (de 59,4% para 51,7%), Santa Catarina (de 73,7% para 69,7%) e em Mato Grosso (de 54,3% para 47,9%).
Mais escolas
Apesar do aumento do número de matrículas no estado, a necessidade de abertura de mais vagas na rede pública de ensino ainda é grande. Um exemplo está na região do Bairro Alto, em Curitiba. Até o primeiro semestre do ano que vem, a Secretaria Municipal de Educação deve inaugurar uma nova escola no bairro, que atenderá cerca de 900 crianças de 1ª à 4ª série do ensino fundamental.
Está prevista para o ano que vem a inauguração de uma escola municipal que atenderá aproximadamente mil crianças de 1ª à 4ª série do bairro. Mesmo com a reivindicação de quatro anos atendida pelo município, a comunidade já se organiza para solicitar a construção de mais uma creche na região. "O crescimento de invasões no entorno do bairro não tem acompanhado a demanda nas escolas. Essa escola a ser inaugurada ano que vem vai aliviar nossa situação, mas precisamos de outra creche", enfatiza Adilson Tremura, presidente da Associação de Pais e Mestres do Centro de Educação Infantil Ano 300 e que participa da mobilização para a implantação de novas escolas no bairro.




