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Informações preliminares aponta o uso de "chumbinho" nos brigadeiros consumidos pelos adolescentes infectados nesta semana | Heliberton Cesca / Gazeta do Povo
Informações preliminares aponta o uso de "chumbinho" nos brigadeiros consumidos pelos adolescentes infectados nesta semana| Foto: Heliberton Cesca / Gazeta do Povo
  • A doceira morava em Joinville, Santa Catarina, e estava desaparecida desde o dia 20 de março

A doceira identificada pela polícia nas imagens do circuito de segurança de um shopping de Curitiba entregando uma caixa de brigadeiros envenenados a um taxista, no Capão Raso, foi presa na madrugada deste sábado (31). Margarete Aparecida Marcondes, de 45 anos, foi detida por volta das 3 horas enquanto dormia em seu carro, um Renault Symbol, na praia de Barra Velha, em Santa Catarina.

A ação contou com a participação de policiais civis catarinenses e do Paraná. Segundo o delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios (DH) de Curitiba, que investiga o caso, Margarete será trazida para o Paraná ainda neste sábado. A doceira morava em Joinville, Santa Catarina, e estava desaparecida desde o dia 20 de março, quando foi flagrada pelas câmeras de segurança da concessionária que administra a BR-376, entre Curitiba e Joinville.

Em entrevista ao jornal Diário Catarinense, o delegado Marcel de Oliveira, da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Joinville, disse que Margarete confessou o crime. O policial informou que, além de admitir ter enviado bombons com veneno, Margareth confessou ter tentado matar o marido.

O marido da doceira, Nercival Cenedezi, 49 anos, foi encontrado em casa com sinais de espancamento. Ele estava nu, desacordado e com marcas de agressão na cabeça e no braço. Na casa de Margarete, os policiais encontraram um pacote fechado de veneno para ratos.

No depoimento, destacou Marcel, a doceira disse não saber o porquê de ter enviado bombons envenenadas.

O caso

A adolescente de 14 anos recebeu uma caixa com oito doces, na tarde de 12 de março, e quatro pessoas passaram mal após ingerir parte dos brigadeiros. Um taxista entregou os doces na casa da família da menina, no Jardim Futurama, no Umbará, de acordo com a Delegacia de Homicídios (DH). O homem disse à polícia que uma mulher elegante, bem vestida, o procurou - próximo ao Shopping Pinheirinho - e pediu para entregar a caixa com os doces na casa da menina.

A adolescente de 14 anos recebeu alta no fim da tarde de segunda-feira (19) e deixou o Hospital de Clínicas (HC) após ficar internada por oito dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela chegou a ter parada cardiorrespiratória no dia em que ingeriu os brigadeiros.

Outros dois adolescentes, de 13 e 17 anos, deixaram o hospital uma semana antes. O primeiro esteve internado no Centro Municipal de Urgências Médicas (CMUM) do Pinheirinho e teve alta em 13 de março. O outro jovem foi levado para o HC e permaneceu no hospital até quinta-feira (15). A última a deixar o Hospital de Clínicas (HC) foi a adolescente de 16 anos, na terça-feira (20). Ela teve uma lesão pulmonar.

VIDA E CIDADANIA | 1:33

A casa de Margarete Marcondes, em Joinville (SC), estava cheia de sangue nas paredes e no chão no último dia 23, quando os investigadores da Delegacia de Homicídio de Curitiba estiveram no local. Margarete é suspeita de envenenar os brigadeiros que levaram quatro adolescentes ao hospital no início do mês. O marido dela foi encontrado gravemente ferido dentro da casa.

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