Os cinco suspeitos presos, na noite de terça-feira (11), durante confronto com a polícia em Várzea Paulista (a 54 km de São Paulo) foram transferidos na manhã desta quarta-feira (12) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí (a 58 km de São Paulo). Nove pessoas morreram durante troca de tiros.
A polícia chegou ao local após o setor de inteligência da Rota (grupo de elite da PM) receber uma denúncia anônima. Segundo a polícia, entre os mortos estão oito criminosos que estariam promovendo o "julgamento" de um suposto estuprador. O rapaz que era "julgado" também morreu.
A polícia disse que a família da vítima do abuso também estava no local. A menina, de 12 anos, os pais dela e o irmão foram ouvidos na delegacia e afirmaram ter assistido ao "julgamento" e à "condenação" do suposto estuprador. O irmão da vítima havia pedido ajuda aos criminosos para punir o suspeito, segundo a PM.
O comandante da PM, Roberval França, afirmou em entrevista à GloboNews, que, com a chegada da polícia, sete criminosos tentaram fugir em dois carros. Eles foram perseguidos e houve confronto. Em um dos tiroteios, foram mortos dois suspeitos e um foi preso. Em outro ponto foram presos dois e mortos outros dois.Já na chácara onde ocorria o "tribunal do crime" houve um outro confronto, que resultou na morte de outros quatro suspeitos. O corpo do suposto estuprador também foi encontrado baleado na residência. Nenhum dos 40 policiais que participaram da ação se feriu.
O número de mortos na operação de ontem é o maior em uma ação da polícia paulista desde junho de 2006, quando 13 suspeitos - também acusados de ligação com o PCC - foram mortos pela Polícia Civil em São Bernardo do Campo (Grande ABC).
Na ocasião, a informação era que o grupo faria um ataque contra agentes penitenciários. O episódio ocorreu no auge dos atentados da facção criminosa a policiais e unidades de segurança pública.







