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VIOLÊNCIA

Presos suspeitos de matar psicóloga de Maringá

Ângela Rocha da Silva Guedes, que também era professora, estava na cidade com o marido e os dois filhos, de 3 e 8 anos, participando voluntariamente de um encontro de casais

A Polícia Civil de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do estado, prendeu quatro dos cinco suspeitos de terem participado do assassinato da psicóloga Ângela Rocha da Silva Guedes, 36 anos, morta na madrugada do último dia 25 com um tiro no pescoço durante assalto a um hotel vizinho à praia artificial do Lago de Itaipu, a 45 quilômetros de Foz do Iguaçu. Ângela, que também era professora, estava na cidade com o marido e os dois filhos, de 3 e 8 anos, participando voluntariamente de um encontro de casais promovido pela Igreja Adventista naquele final de semana. Eles eram os únicos hóspedes da pousada no dia do crime.

Dos cinco acusados de participar do crime, um continua foragido. Júlio César Ramos da Cruz, 21 anos, visto pela última vez em Santa Helena, também no Oeste, é apontado pelos comparsas como o autor do disparo fatal. Segundo a polícia, ao entrar no quarto onde a família descansava, ele teria se assustado quando a psicóloga, em um impulso de defesa, se levantou para proteger os dois filhos que dormiam na cama ao lado. Ao atirar, pensou que o tiro havia atingido Ângela de raspão e que ela teria apenas desmaiado. Pegou a bolsa e saiu. Ao entrar no carro que aguardava o grupo, sujou o banco com a bolsa manchada de sangue da vítima.

"Essa pista foi essencial para não termos dúvida da autoria do crime", comentou o superintendente da delegacia de São Miguel do Iguaçu, Isaltino Santana. Na mesma madrugada, lembra, os cinco haviam invadido um mercado no distrito de Santa Rosa do Ocoí, cerca de 40 minutos antes de deixarem o hotel onde cometeram o latrocínio (morte seguida de roubo). Imagens das câmeras de segurança do mercado registraram a ação dos ladrões e o carro que utilizaram nos dois crimes. "Com a divulgação das imagens, foram feitas várias denúncias, até que chegamos aos suspeitos", destacou.

Naquela noite, Alex Júnior Iarocheski, 19 anos, estava trabalhando como segurança em um baile no distrito de Santa Cruz do Ocoí, para onde voltou com os outros quatro colegas logo após cometerem os crimes. Ele foi preso na segunda-feira (10) em um posto de combustíveis da cidade. Dias antes, a polícia já havia identificado o veículo escondido na casa dele. Na terça-feira, foram presos Tiago Marcelo de Oliveira, 19 anos, e Gilberto Moura da Fonseca, 25 anos. Jhonatan Fernando Ramos de Lara, 19 anos, irmão de Júlio - ambos já com passagem por tráfico de drogas -, se apresentou ontem à tarde à polícia. As penas por furto qualificado, formação de quadrilha e latrocínio podem chegar a 40 anos de prisão.

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