
Os crimes na internet causam anualmente um prejuízo de R$ 16 bilhões no Brasil. A estimativa é de um estudo recente da Norton/Symantec, empresa líder mundial em soluções de segurança para computação, que ouviu 13 mil internautas no mundo, com idade entre 18 e 64 anos. A pesquisa, publicada em outubro, revela que a cada segundo 18 pessoas são vítimas de algum tipo de crime na rede no ano passado, 556 milhões de pessoas teriam sido afetadas.
Os levantamentos têm mostrado ainda que os ataques virtuais são cada vez mais frequentes, sofisticados e difíceis de combater. Não à toa, governos e empresas têm investido mais em ações de prevenção e combate. Mas é o usuário comum quem mais precisa se proteger.
Segundo o advogado Jair Jaroleto, especialista em Direito Penal e crimes na internet, a difamação lidera os casos de crimes virtuais no Brasil. "Isso porque as pessoas esquecem que escrever nas redes sociais é similar a escrever em um outdoor", diz ele.
Para o fundador do Instituto Brasileiro de Pesquisa em Crimes Cibernéticos e especialista no combate aos delitos virtuais, Wanderson Castilho, evitar a difamação passa por limitar os dados publicados nas redes sociais pelo usuário. "Procure sempre seu nome em sites de busca para ver se alguém está usando suas informações", aconselha o especialista.
Segundo Castilho, os crimes mais graves, como pedofilia e tráfico de drogas, têm utilizado uma rede paralela na internet, fechada e com o uso de informações criptografadas. "Porém, ainda é preciso ficar de olho ao que crianças e adolescentes fazem no mundo virtual, pois elas são os principais alvos desse tipo de criminoso on-line", diz ele.







