O primeiro dependente químico internado compulsoriamente no estado de São Paulo, Reinaldo Rocha Mira, de 62 anos, saiu ontem pela primeira vez da clínica em que é tratado e se juntou à família. Reinaldo estava internado desde janeiro e em março havia sido transferido para um centro terapêutico de Araçoiaba da Serra, na região de Sorocaba.
A saída, que faz parte do tratamento, vai durar cinco dias. Reinado disse confiar no apoio da família para continuar longe das drogas. "Tenho receio pela minha fraqueza, mas confio no apoio da minha filha e quero rever meus filhos."
O dependente foi o primeiro internado à força no Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) em São Paulo, assim que o governo estadual iniciou o programa de internação compulsória de dependentes químicos. Ele era usuário de crack e morava na rua.
Reinaldo contou que os primeiros meses sem a droga foram muito difíceis. Depois, a saúde melhorou e ele ganhou peso. Agora, espera perseverar no tratamento. "Isso (a droga) não é um brinquedo e depois que entra é difícil sair. O vício é pior que uma doença", disse. O tratamento deve durar um ano. O processo de ressocialização exige que ele saia mais algumas vezes e reforce os vínculos familiares.







