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Criatividade

Projeto do Pequeno Cotolengo leva Prêmio de Tecnologia Social

Um mobiliário desenvolvido especialmente para facilitar a rotina do atendimento a portadores de necessidades especiais do Pequeno Cotolengo do Paraná rendeu à instituição de Curitiba o primeiro lugar na categoria Região Sul no 3.° Prêmio Fundação Banco do Brasil (FBB) de Tecnologia Social. O projeto Tatames Especiais coroou o trabalho de jovens estudantes de Design da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e rendeu uma premiação de R$ 50 mil ao Pequeno Cotolengo, além da oportunidade de integrar o Banco de Tecnologias Sociais da FBB como exemplo de idéia bem-sucedida.

"É um reconhecimento a nossa missão de acolher os portadores de necessidades e só posso parabenizar todos que trabalham junto conosco", agradeceu o padre Valdeci Marcolino. Ao lado do universitário Paulo Dias Batista Júnior, um dos idealizadores do tatame, ele recebeu o troféu no palco da casa de shows Tom Brasil, em São Paulo, durante cerimônia realizada na noite da última quinta-feira. O prêmio foi entregue pela diretora de Responsabilidade Social do Banco do Brasil, Isabela Campos Lemos.

O projeto do Pequeno Cotolengo superou outros dois programas paranaenses – Farmácia da Partilha, da Umuarama, e FootScanAge, de Curitiba (leia abaixo) – e dois do Rio Grande do Sul – Meteodologia Themis de Acesso à Justiça e Cultivo do Camarão-Rosa.

O Prêmio FBB foi criado em 2001 para identificar idéias e soluções criativas de transformação social e que podem ser reproduzidas em diferentes regiões do país. "Queríamos disseminar o conhecimento desenvolvido por meio das premiações. Em geral são idéias simples e com baixo custo para reaplicação", explica o diretor de Tecnologia Social e Cultura da FBB, Luis Fumio.

Este ano foram selecionados 40 projetos finalistas, em oito categorias, entre 658 inscrições de todo o país. No evento realizado em parceria com a Petrobrás e o apoio da Unesco todos foram agraciados com um troféu e também integrarão o Banco de Tecnologias Sociais. Cerca de R$ 400 mil foram distribuídos entre os vencedores de cada categoria – mais que o dobro da primeira edição em 2001. "Todos que chegaram até a final são vitoriosos. São pessoas que desenvolveram esses projetos com esforço pessoal, muitas vezes com sacrifício, e agora estão tendo o merecido reconhecimento", explica o presidente da FBB, Jacques Pena. Prova disso é que a fundação e seus parceiros anunciaram, ao fim da cerimônia, que investirão R$ 5 milhões nos próximos 12 meses para disseminar e ampliar as boas idéias dos finalistas deste ano.

Vitória

O tatame foi projetado para reduzir as dificuldades que fisioterapeutas, médicos e enfermeiros do Pequeno Cotolengo tinham para lidar com os pacientes em cadeira de rodas. Trata-se de um suporte elevado do chão com rodas, semelhante a uma cama. Antes, os portadores de necessidades especiais eram colocados em colchonetes no chão, numa relação de submissão com o profissional de saúde.

"Durante as pesquisas vimos que os usuários de cadeira de rodas se sentiam diminuídos quando se relacionavam com quem estava em pé", diz Batista Júnior, que desenvolveu o projeto juntamente com as também formandas em designer da UFPR Cecília Berger e Cristiane Alves dos Santos.

Com o tatame, os pacientes ficam na altura da cadeira e olham de frente para os médicos, numa relação de confiança. Além da facilidade de locomoção da cadeira para o elevado, os tatames podem ser encaixados uns aos outros, formando módulos onde os deficientes realizam exercícios físicos como engatinhar, arrastar e rolar. O mobiliário ainda pode ser inclinado para permitir que as costas do paciente seja elevada em um ângulo de 45 graus.

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