Quatro homens foram presos, na noite de quinta-feira (18), no bairro Pilarzinho, em Curitiba. Segundo as investigações, os integrantes do grupo se passavam por policiais civis para assaltar estabelecimentos comerciais ou extorquir os proprietários. De acordo com o delegado Francisco Caricatti, o cabeça da quadrilha é um ex-policial militar. A polícia acredita que mais de 50 comerciantes tenham sido vítimas dos acusados.
As investigações do 10º Distrito Policial (DP) apontam que o grupo vinha agindo há três meses, em bairros de Curitiba e na região metropolitana. De acordo com o delegado, três dos acusados se apresentavam em lojas ou mercados como policiais e vistoriam os estabelecimentos. "Se alguma irregularidade fosse constatada, eles extorquiam os empresários. Se tudo estivesse ok, eles anunciavam um assalto", explicou Caricatti.
O policial militar aposentado Rodrigo Campos de Azevedo, de 42 anos, é apontado como o "mentor" da quadrilha. Ele foi preso na casa em que morava, em Almirante Tamandaré, região metropolitana, depois que a polícia deteve os outros três acusados. Na residência, foram encontradas oito máquinas caça-níqueis, vários celulares, diversos computadores, aparelhos de televisão, além de pertences dos funcionários que foram assaltados. De acordo com as investigações, quando localizavam as caça-níqueis em bares, os integrantes do bando "apreendiam" os equipamentos e levavam-nos ao ex-PM. "Ao que tudo indica, Azevedo repassava essas caça-níqueis a outros bares", disse o delegado.
A polícia chegou aos acusados após rastrear o carro um Celta vermelho que era usado pelo grupo nas ações. Três dos acusados foram presos no Pilarzinho, quando se dirigiam com o veículo para a casa de um dos integrantes da quadrilha. Eles foram identificados como Everaldo Stefanes, de 34 anos, Cezar Amparo dos Santos Silva, de 39 anos, e Roberto Alves dos Santos Júnior, de 35 anos. De acordo com Caricatti, o carro era alugado especificamente para a prática de crimes.
Desde a prisão da quadrilha, os acusados já foram reconhecidos por 25 empresários que foram vítimas de ações do grupo. Mas, para o delegado, o número de crimes cometidos pelos falsos policiais pode passar de 50. "Com a divulgação da imagem deles [dos acusados], com certeza vão aparecer outras pessoas que foram vítimas", apontou Caricatti. Quem reconhecer os acusados pode entrar em contato com o 10º DP pelo telefone (41) 3378-8382.



